Colecção Vampiro completa. Mesmo, mesmo completa! (achamos nós)

Ao fim de pouco mais de 10 anos, completámos finalmente a Colecção Vampiro, que publicou 705 volumes, em 703 números, dedicados ao género policial.

Digo que achamos que está completa porque esta colecção tem várias particularidades. A certa altura, encontrámos um número diferente do mesmo livro.

Com um título (em Português) e capa diferentes (o título em Inglês: Gun before Butter):

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E com uma tradução diferente:

E com número de páginas diferente:

Fazer uma colecção com tantos volumes significa ir vendo que números temos ou não: fazer a verificação pelos títulos seria muito mais complicado (também significa verificar caixas de livros, cheias de pó, em feiras e alfarrabistas 🙂 ).

Ora, já quase com a colecção completa, descobrimos que a editora percebeu na altura esta duplicação e resolveu lançar a seguir um livro diferente, mas com o mesmo número!

Também já quase no fim da coleção percebemos que para além do volume especial nº 500, a editora resolveu fazer uma outra edição limitada a 500 exemplares:

A coleção tem livros mais fáceis de encontrar e outros mais difíceis. Um deles é este “A Sombra Chinesa”, que é procurado tanto por aqueles que procuram apenas livros do Simenon, como por aqueles que procuram apenas livros do Alexandre O’Neill (aqui como tradutor), como por aqueles que querem fazer a colecção.

Uma outra curiosidade é a tradução parcial feita por Fernando Pessoa do nº 562 desta colecção, “O Caso da 5ª Avenida” de Anna Katherine Green, que saíu inicialmente no Folhetim do diário “O Sol” em 1926, tendo aquele jornal interrompido a publicação e consequentemente também a tradução de Pessoa. A tradução para esta colecção foi completada por Catarina Rocha Lima.

A colecção completa:
(Tanto quando sabemos porque tendo em conta as surpresas que já tivémos, quem sabe se não existirão outros livros desta colecção dos quais nada sabemos?)

Durante dois anos, foram também publicadas 24 revistas, Vampiro Magazine, que acompanhavam a colecção. Dessa colecção já dei conta neste post.

Sartre

Lux Anima: Tesouros da Biblioteca de Évora na BN #Lisboa #exposição #workshop

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A exposição Lux Anima. Um olhar sobre o acervo da Biblioteca de Évora está patente na Biblioteca Nacional até dia 8 de Outubro e mostra manuscritos e incunábulos iluminados que integram o acervo da Biblioteca Pública de Évora.

No dia 22 de Setembro, será também realizado um workshop onde os participantes terão a “oportunidade de reproduzir um detalhe de uma das capitulares iluminadas presentes num dos manuscritos que integram a exposição Lux Anima, reproduzindo, com matérias semelhantes, as formulações e técnicas de produção de tintas utilizadas pelo iluminador.”

(via CIDEHUS)

Dia Internacional contra o DRM #DayAgainstDRM #PL118

Se comprarem um DVD e fizerem uma cópia para vosso uso pessoal estarão a cometer um crime, punível com até um ano de prisão.
Se comprarem um ebook na Wook da Porto Editora, no site da Bertrand, ou no site da LeYa, são obrigados a ler esse livro nas aplicações definidas por aquelas distribuidoras. Mas se quiserem ler o livro na vossa aplicação favorita (porque tem mais funcionalidades, por exemplo) estarão a cometer um crime, punível com até um ano de prisão.
Se quiserem sublinhar, anotar ou imprimir o ebook, estarão a cometer um crime, punível com até um ano de prisão.
Se quiserem colocar cinco minutos de um DVD num fórum de uma plataforma de ensino à distância, para introduzir uma matéria aos vossos alunos, com questões para estimular a discussão estarão a cometer um crime, punível com até um ano de prisão.
Se quiserem distribuir um capítulo ou excerto de um livro digital aos vossos alunos, estarão a cometer um crime, punível com até um ano de prisão.
Não interessa se compraram a obra. É crime na mesma.
Artigo 218.º
Tutela penal
1 — Quem, não estando autorizado, neutralizar qualquer medida eficaz de carácter tecnológico, sabendo isso ou tendo motivos razoáveis para o saber, é punido com pena
de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 100 dias.
2 — A tentativa é punível com multa até 25 dias.
Na verdade, todas as utilizações livres, que o Código de Direito de Autor e Direitos Conexos Português, descreve como lícitas no seu artigo 75º (cópia privada*, utilização educativa, utilização para fins de investigação científica, etc.) passam a ser crime, quando a obra tem DRM.
Por outro lado, o DRM mata o domínio público e o acesso aberto das publicações científicas, ao colocar restrições a obras que não era suposto terem qualquer restrição.
O Bloco de Esquerda apresentou um projecto de lei, no Parlamento, que pretende resolver os problemas que descrevi anteriormente. Isto é, que as pessoas possam fazer, independentemente da obra ter ou não DRM, as utilizações livres, que a lei permite.
O projecto de lei pode ser consultado no site do Parlamento, e está neste momento na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, para ser discutido e votado. Escrevam à Comissão [12cccjd@ar.parlamento.pt] a apoiar este projeto de lei e boicotem empresas que usem DRM.
Neste blog, tenho falado várias vezes sobre DRM, para quem quiser saber mais (auto-link).
A Defective by Design tem feito um trabalho extraordinário na divulgação dos problemas que o DRM coloca.
Cory Doctorow tem falado extensivamente sobre os problemas do DRM, não apenas do ponto de vista do consumidor, mas também do ponto de vista dos autores, das bibliotecas e outras instituições de património, como, por exemplo, neste evento da Biblioteca do Congresso:

* – A maioria das obras tem DRM. Cópias para uso privado dessas obras são crime. E sim, somos obrigados a pagar taxa da cópia privada, na mesma.

#WednesdayBlog Inks, Bits, & Pixels by @thDigitalReader #BlogsIFollow

[Every Wednesday I’ll recommend one of the blogs I follow. Yes, I still follow the best of the best using a feed reader. You’ll be able to check the list @ this blog’s header.]

http://the-digital-reader.com

If you are interested in ebooks and digital reading, this is a blog to follow. There you can find news from traditional publishing sector, but also from new business models regarding books & reading. I must confess my favourite section is the daily “Morning Coffee”, where Nate Hoffelder curates half a dozen posts. Mostly because now and then Hoffelder follows some of those links with a post adding his own reflections.