A nuvem das Fundações

Segundo o Público, o Governo decidiu extinguir e cortar verbas a várias fundações.

Word Cloud das Fundações que irão levar um corte de 30% (clicar para ver maior):

Palavras que me preocupam: Profissional, Desenvolvimento, Escola

 

Word cloud das Fundações que vão ser extintas (clicar para ver maior):

 

Palavras que me preocupam: Cultura, Museu, Conservatório, Investigação.

11 thoughts on “A nuvem das Fundações

  1. Mário Amorim Lopes says:

    Se te preocupam — e a preocupação é algo genuíno e de salutar — certamente que essas instituições aceitam contribuições de privados. Passa-lhes um cheque.

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  2. A mim preocupa-me a investigação e a cultura, porque um país deficitário daquelas é um país que não evolui, onde as pessoas se tornam acríticas e onde a criatividade não se desenvolve.
    O sector cultural e criativo gera riqueza, como o demonstram estudos a nível europeu e do nosso país, e portanto faz todo o sentido que o Estado deva investir neste sector.

    Dados de 2006, em PT:
    A riqueza gerada pelo SCC supera a de sectores como o Têxtil e Vestuário e a Alimentação e Bebidas e compara bem com outros sectores como o Automóvel. Pág. 4 do Sumário Executivo do “O Sector Cultural e Criativo em Portugal” [PDF]

    Por outro lado, os critérios que levam à extinção ou aos cortes não são transparentes: extinguem-se e aplicam-se cortes em fundações que têm funções relevantes na investigação e cultura, mas não se toca na fundação do partido do Governo (a título de exemplo).

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  3. Mário Amorim Lopes says:

    Paula, estou plenamente de acordo contigo. Educação e Cultura são preponderantes a qualquer sociedade desenvolvida.

    A questão não é essa. Eu só não acho que deva ser o Estado a fazer de papá e a dar subsídios a tudo e a todos. As pessoas são livres de promoverem a cultura sem terem de depender do Estado. Daí a minha sugestão de contribuíres com mais do que palavras e de fazeres a tua contribuição. Eu lá vou fazendo a minha. Às Quintas, por exemplo, vou às Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre. Gosto de ir ao Teatro Carlos Alberto quando lá estão peças da Palmilha Dentada, um grupo exemplar para mim. E que não depende de subsídios, como depende, por exemplo, o La Féria.

    Quanto às fundações que são apoiadas ou não, também concordo contigo. Eu (Estado) não apoiaria nenhuma. Existe uma enorme sociedade civil para o fazer.

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  4. Quando falas em subsídios, eu sei que em parte tens razão: lembro-me de aqui há uns anos ter visto a Zon a receber uma enormidade para distribuir filmes (não me lembro se do Governo, se da UE). Ora, a Zon não precisa de ajuda para distribuir filmes.

    Mas às vezes, uma ajuda inicial faz sentido. O http://mubi.com/, onde podes alugar filmes de grande qualidade, teve ajuda de um programa europeu. E tem um plano de negócio.
    Por outro lado, há situações em que não é possível ter um plano de negócio associado. É o caso das bibliotecas, por exemplo. É verdade que elas podem chegar a mais pessoas hoje e ter doações, mas uma biblioteca não consegue ser auto-sustentável. No entanto, elas têm um papel crucial na formação de públicos: se eu hoje compro (demasiados) livros, é porque passei a minha infância, adolescência e juventude em bibliotecas.

    E isto leva-me ao teu ponto: se queres que a maior parte da cultura seja sustentada pela sociedade, tens de formar primeiro a sociedade. Se as pessoas não foram habituadas a ir ao teatro, não vão começar a ir de repente.

    E se queres formar uma sociedade que tenha a cultura como prioridade, o Estado tem de fazer o esforço inicial, porque isto é um ciclo vicioso. E deve começar pelas escolas (isto é muito, muito importante).

    Sim, devíamos viver numa sociedade que tivesse como prioridade a cultura, mas para chegarmos lá, temos de formar públicos primeiro.

    Cá em casa, fazemos a nossa parte e gastamos com a Cultura. Livros, Vinyl, CD, concertos (mesmo que seja longe e implique ficar para o dia seguinte), eventos (estou a lembrar-me das feiras medievais ou de um workshop fantástico sobre instrumentos musicais que apanhámos por um mero acaso na Casa da Música, quando estivemos uns dias no Porto, etc), museus (trago sempre qualquer coisa da loja, mesmo que nada me encha o olho), etc

    O dinheiro e o tempo não dá para tudo o que gostaríamos, mas acho que posso dizer que cá em casa a cultura é uma prioridade. Mas também sei que a prioridade da maior parte dos portugueses é a TV gigante, o carro xpto, o telémovel de 700€, a carteira de marca ou os sapatos de sola vermelha.

    E se queres mudar isto, o Estado tem de fazer um esforço inicial. Mas feito como deve ser, não é dar uns subsídios sem quê, nem para quê, por descarga de consciência. Enquanto tiveres um Estado que se demite das áreas da educação e da cultura, nunca conseguirás que a sociedade veja a cultura como uma prioridade. Não tens hipótese.

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  5. Mário Amorim Lopes says:

    Concordo contigo em quase tudo, excepto numa coisa.

    A intervenção do Estado no sentido de trazer determinada cultura às pessoas parte do pressuposto que existe alguém que 1) sabe o que é “boa” cultura; 2) considera que os outros não sabem o que é “boa” cultura; 3) acha que deve impingir a sua “boa” cultura aos outros, que não sabem o que é cultura.

    Um exemplo. Eu acho que, de facto, a sociedade portuguesa peca por elegância no que vê, no que assiste e no que compra. Basta ver o rol de telenovelas que as TVs passam, a Casa dos Segredos, as revistas cor de rosa, etc. Aos meus olhos, isto é “má” cultura. Bem mais interessante se eles andassem a ler Voltaire.

    No entanto, e aqui penso ser o que nos separa, eu julgo não ter nem autoridade nem capacidade para afirmar que a minha cultura é melhor que a deles. Para mim, eu penso isso. Mas não acho que deva forçar isso nos outros (obrigando-os a pagar, através dos impostos deles, a “boa” cultura).

    Ou seja, a busca pela cultura elevada tem de ser uma vontade individual. Se a Tatiana gosta de ver a Casa dos Segredos e o filme mais elevado a que assistiu foi Highlander II: The Quickening, por muito que eu discorde da cultura nela, ainda assim não consigo impingir a minha cultura, forçando-a, através dos impostos dela, a pagar por algo que ela, não consome.

    A prova cabal do meu argumento é a RTP2. É gratuita e disponível livremente. Para mim, produz do melhor conteúdo da TV nacional. Contudo, 98% dos portugueses opta livremente por não a ver e prefere a TVI.

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  6. Não, talvez me tenha expressado mal. Vou tentar clarificar.
    No geral, o que defendo é, as pessoas só fazem uma escolha se tiverem tido a possibilidade de escolha. E é aqui que o Estado deve ter um papel. Porque ninguém vai escolher algo que não sabe o que é.

    Aqui há uns anos dizia-se “os portugueses só vêem telenovelas”, depois olhavas para a programação dos canais abertos e vias que a grande maioria dos programas eram telenovelas.

    Vou dar-te um exemplo dado por um investigador da área do jornalismo: se colocares uma torneira de whiskey ao lado da torneira da água, em casa de todas as pessoas, aposto que o consumo de whiskey dispara.

    Se uma pessoa te disser que não gosta de francesinhas e perceberes que essa pessoa nunca comeu uma francesinha, nem sequer sabe o que é uma francesinha, acreditas realmente que essa pessoa não gosta de francesinhas?

    Outro exemplo, antes do Big Brother começar em Portugal, já tinhas imensa gente a querer ver o programa. Isto parece não fazer sentido, excepto se pensares que a TVI fez uma brutal campanha de publicidade ao programa, antes dele começar.

    Aceitarei o teu argumento da RTP2 se me demonstrares que a programação desse canal tem tanta divulgação e publicidade como a Casa dos Segredos ou o filme xpto🙂

    Olha para o UK, documentários históricos no top, em 2004 o apresentador mais bem pago da TV era um historiador. Depois olha para a importância que o Estado dá à História: maior parte dos museus gratuitos, história na escola desde pequeninos, televisão e rádio públicas com vários programas sobre a área, etc, etc.

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  7. Mário Amorim Lopes says:

    Então é tudo uma questão de publicidade? Mas os grandes artistas, filósofos, criadores e pensadores não precisavam do Estado para criarem grandes obras. Schopenhauer, Da Vinci, Voltaire, Popper, Hume, The Beatles, Rolling Stones, Zappa, Picasso, Monet, Tchekovsly, os irmãos Bernoulli e tantos, tantos outros. E também nunca precisaram do Estado para as divulgar — a qualidade das suas obras vendia-se a si mesma. Quanto muito, tinham nobres que os tratavam como protégés. Pessoas. A Sociedade.

    Quanto ao exemplo da francesinha, é verdade mas redutor. A verdade é que a maior parte das pessoas que vêm esses programas fazem-no sabendo que podiam estar a assistir à RTP2 ou a um programa no History ou Discovery Channel. Eles sabem-no e optam por não o fazer. Não me parece correcto passar um atestado de estupidez a essas pessoas e dizer: “ok, coitadas, o problema delas é que nunca viram nenhum desses programas. Se vissem, tudo seria diferente”. Muitas viram e, de forma consciente, optam pela TVI ou pela bola.

    Por fim, quanto ao exemplo de Inglaterra, acho que isso vem resvalar na questão da Educação. A sociedade inglesa sempre foi muito aristocrata e a diferenciação para com a “plebe” (hey, sou republicano!) passava pela cultura e pela educação. A forma que os nobres tinham de se distinguir passava por irem assistir a uma Ópera, algo que tipicamente a populaça escarnecia. Em suma, a população inglesa assiste a esses programas e procura cultura porque é mais educada e não porque o Estado as promove, imho. A prova disso é o que se passou cá no burgo. Subsidiamos (leia-se, torramos dinheiro) tanto o teatro e nem por isso vão mais pessoas ao teatro. As que vão são, com muito poucas excepções, pessoas com elevados níveis literários.

    Em suma, acho que nem Ministério da Cultura deveria haver. Se o Estado se concentrar em garantir uma boa educação (criando as condições para tal, nem precisa de ter escolas ele mesmo) a cultura derivará por conseuquência.

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  8. Eu não sei qual de nós os dois estar a ser mais ofensivo para com as pessoas. Se eu, que acredito que a maior parte das pessoas vê telenovelas porque não tem muito mais por onde escolher ou se tu, que acreditas que a maior parte das pessoas teve acesso a um vasto conjunto de actividades culturais, mas escolheu conscientemente enfiar-se em casa a ver telenovelas…

    Eeek! “nem precisa de ter escolas ele mesmo”?! Confessa lá, tu preferes ter uma sociedade menos desenvolvida e menos esclarecida, não preferes?

    “Um estudo da Universidade do Porto concluiu que a classificação de entrada não permite prever o desempenho académico individual e que, em média, os estudantes provenientes de escolas privadas revelam pior desempenho do que os das escolas públicas.

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2341433&page=-1

    Só para terminar, há coisas que eu não vou deixar passar sem te pedir que as demonstres.
    Diz lá quanto é que torramos no teatro e na formação de públicos para o teatro e em que benefícios isso se traduz?

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  9. Mário Amorim Lopes says:

    Caramba, estávamos a ir tão bem e pronto, lá tinham de vir os ataque ad hominem.

    1) A maior parte das pessoas tem TV por cabo com dezenas de canais, alguns com oferta cultural substancial. A maioria, contudo, opta por ver programas mundanos; logo, não posso senão discordar da tua ideia de que as pessoas não vêm porque não têm oferta;

    2) Despesa pública em cultura: dados do INE. http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=7&ved=0CE4QFjAG&url=http%3A%2F%2Fwww.ine.pt%2Fngt_server%2Fattachfileu.jsp%3Flook_parentBoui%3D124237319%26att_display%3Dn%26att_download%3Dy&ei=sM5lUMqFCIWyhAePyIHoDQ&usg=AFQjCNF6yHhTojpJApJRnJON2xHXs0pmRg&cad=rja

    Em síntese (2010), Portugal gasta 0.5% do PIB em subsídios de apoio à cultura, enquanto que UK gasta 0.4% e Alemanha gasta 0.4%. O quê, exactamente, é que produzimos com estes 0.5% (837 milhões de EUR) do PIB?

    Estes gastos não incluem os gastos com a Educação para o sector. A minha prima estudou na Escola Superior Artística do Porto e os custos do Estado com ela não estão contabilizados aqui.

    3) “Confessa lá, tu preferes ter uma sociedade menos desenvolvida e menos esclarecida, não preferes?” – aqui a conversa começa a descambar. Se queres argumentar e perceber uma posição diferente da tua, tenho todo o gosto em o fazer sem este tipo de provocações. Se apenas queres hipsters a dizerem Amén às tuas opiniões, então I’m not your guy.

    4) Já o disse nos outros comentários, e volto a insistir. Educação é fundamental e o Estado deve garanti-la. Só não acho que a deva prestar. Os privados são, por regra, mais eficientes, com maior inovação e a competição entre escolas poderia ser saudável. Assim, o Estado pode e deve garantir meios aos alunos mais carenciados, sem ter necessidade de gerir uma rede de escolas.

    5) As melhores Universidades do mundo são privadas. Até Cambridge equaciona, desde 2010, tornar-se privada por não conseguir competir com as Faculdades americanas.

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  10. Quando eu andava no secundário, era prática habitual que os alunos que tinham notas baixas (e os pais podiam), passassem para uma escola privada no terceiro semestre para “levantar” a média, que contava para entrar na universidade.
    Eu vi isto a resultar: tive vários colegas com notas de 12/13, fazerem o terceiro semestre numa escola privada e ficarem com notas de 17/18.
    Claro que depois, espalharam-se no exame, que nesse tempo se fazia na universidade.

    Mas não me baseio só no senso comum. <Temos um estudo deste ano, que mostra que os alunos das escolas privadas têm um pior desempenho do que os alunos das escolas públicas.

    Não estou a dizer que não haja escolas privadas melhor do que públicas. Estou a dizer que no geral, as escolas privadas fornecem uma formação pior.

    E isto faz sentido. Uma escola privada é uma empresa. E o objectivo de uma empresa é o lucro. Como é que obtém lucro? Tendo clientes satisfeitos. O que é um cliente satisfeito neste caso? Um aluno com boas notas (independentemente de essa nota corresponder ao conhecimento ou não).

    Desculpa se te ofendi, mas tu não tens nenhuma evidência de que, na generalidade (admito excepções), as escolas privadas forneçam uma melhor formação, neste país.

    Também não estou a dizer que o ensino público é bom. Infelizmente e consequência de políticas erradas e desinvestimento, o nosso ensino público tem vindo a ficar pior (mas segundo o estudo da UP, ainda assim, melhor do que o privado).

    Não estávamos a falar de torrar dinheiro com cultura, mas de quanto torramos com teatro, no entanto 0,4% do PIB do UK é muito mais dinheiro, mas muito mais dinheiro do que 0,5% do PIB Português.

    Em 2006, este sector produziu 2,6% de toda a riqueza gerada em Portugal. (Mais do que o sector têxtil e vestuário, mais do que o sector alimentação e bebidas).

    Portanto acho que a resposta à tua pergunta:
    “O quê, exactamente, é que produzimos com estes 0.5% do PIB?”

    é
    Produzimos riqueza.

    Ía acabar fazendo votos sinceros de que pudesses continuar a ir às Quintas de leitura no Teatro do Campo Alegre, mas depois reli os teus comentários e achei que podias levar a mal. Pelo que em vez, olha, faço votos para que se arranje um mecenas.

    O Carlos Alberto é administrado pelo Teatro Nacional de São João, que nos anos 30 se passou a chamar São João Cine e acabou por se degradar, voltando novamente à vida quando o Estado o comprou, nos anos 90.

    Do total de 5.544.172,00€ que o TNSJ recebeu no ano de 2009, 4.900.000,00€ foram dados pelo Estado.

    Este ano o Palmilha Dentada (obrigada pela sugestão, se tiver oportunidade hei-de tentar assistir) fixou residência no Helena Sá Costa que é do Instituto Politécnico do Porto.
    No ano passado, o encenador e director dizia numa entrevista à RTP que mesmo com a simpatia do público não era possível alimentar um grupo de teatro, “o teatro da Palmilha Dentada, o sucesso que tem tido ultimamente, é baseado nas regras neoliberais: é trabalho escravo e polivalência”.
    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=491457&tm=4&layout=122&visual=61
    Já esteve em risco de acabar e a continuação significou menos gente. Tenho pena.

    E como se isto não bastasse, ainda fico com saudades da cidade. Obrigadinha, sim?

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  11. Mário Amorim Lopes says:

    Confesso que fui mauzinho e aguardei pelos resultados dos rankings das Escolas para te responder.

    – Alunos de escolas privadas têm uma média superior aos alunos de uma escola pública;
    – A primeira escola pública a aparecer no ranking aparece em 21º;
    – A primeira escola do Ranking, Colégio do Rosário, foi, curiosamente, a escola que eu frequentei do 5º ao 12º ano;

    Posso-te dar algumas razões pelos quais o Colégio do Rosário tem esta prestação: exigência, dedicação dos professores, acompanhamento permanente.

    A minha mãe, professora toda a vida (e bastante apolítica, diga-se) corroborava o fosso entre escolas públicas e privadas: falta de exigência. Basta olhar para o número de faltas que os professores do público dão vs número de faltas no privado. É factual.

    A somar a isto tudo, vai sair muito em breve um estudo que originou uma tese de Mestrado de uma publicação sobre a eficiência da gestão privada vs gestão pública. O estudo não é meu e sai de uma das capelas do Keynesianismo em Portugal: a FEP. Mostra que a gestão privada é, tal como eu admitia, mais eficiente que a gestão pública. Gerir o dinheiro dos outros é fácil.

    Portanto, isto reforça ainda mais a minha ideia para o futuro da Educação em Portugal: privatizar todas as escolas, com autonomia para contratação e despedimento, autonomia pedagógica (dentro de certos limites definidos pelo Ministério da Educação), concorrência entre escolas e entrega de financiamento a 100% do Estado aos alunos mais carenciados via cheques-ensino. Educação para todos, só que prestada pela sociedade civil.

    Quanto à cultura, mantenho a questão de princípio: é fundamental, só não acho que tenha de ser subsidiada pelo Estado. A cultura deve-se trabalhar nas escolas e bem cedo, no processo educativo, e depois ser criada pelas próprias pessoas, sem que tenha de vir o papá Estado financiar mais uma peça de teatro para moscas e ar assistirem.

    E pronto, ’nuff said.

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