As ideias “geniais” da Warner e como o Dropbox é “creepy”

O Nelson Cruz do PCManias chamou-me a atenção no Twitter para um artigo no Public Knowledge e no Los Angeles Times que dão conta da ideia da Warner de permitir aos cidadãos fazerem cópias de DVD para formato digital indo a uma loja e pagar para o fazer. Sim, leram bem. O objectivo é fazer os cidadãos saírem de casa e pagarem (novamente) para fazer uma coisa que podiam facilmente fazer sem se levantarem da cadeira. O Nelson explica com detalhe a coisa no post que linkei acima.

Outra ideia da Warner é dar a possibilidade ao cidadão (pagando novamente, claro) para fazer upload do filme (que pagaram quando compraram o DVD e que voltaram a pagar para o transformar em formato digital) para uma “cloud”.

À primeira vista, também achei esta ideia estapafúrdia: afinal nós já usamos serviços de “cloud” para acedermos a ficheiros em vários dispositivos. Para aceder no telemóvel a documentos que tenho no computador uso normalmente o Spideroak, porque faz encriptação dos ficheiros (se quiserem experimentar usem este link para ficarem com mais um 1Gb).

Mas o Nelson perguntou onde é que eu colocava, não públicos, vídeos na net de forma a que eu pudesse ver em streaming em qualquer altura.

A questão é pertinente porque se quisermos ver um vídeo que temos na “cloud” num dispositivo, faz muito mais sentido começar logo a ver do que esperar que se faça o download. Não tenho este hábito, mas tinha a ideia de haver serviços de “cloud” que permitem isto, sendo o Dropbox um deles.

Depois da polémica sobre a segurança do Dropbox, troquei para o SpiderOak e fiquei com a ideia que tinha eliminado todos os meus ficheiros (lembro-me de ler que não bastava apagá-los para os eliminar) e que tinha cancelado a minha conta no Dropbox.

De forma que resolvi abrir outra para fazer uns testes. Quando cliquei na opção “criar nova conta” pensei que não me íam deixar usar o mesmo email, mas a verdade é que não só funcionou, como de repente vi todos os meus ficheiros antigos serem sincronizados! Acho isto tão estranho que começo a colocar a hipótese de não ter cancelado a conta, pelo que assim que tiver tempo experimento outra vez, para ter a certeza.

Voltando ao streaming da web: gravei um pequeno vídeo com o telemóvel, que ficou no formato mp4 e fiz upload para o Dropbox. Depois, no browser do computador, cliquei no ficheiro, que começou a tocar automaticamente. A seguir experimentei ainda a app para Android e iOS e funcionou igualmente.

Sei que estava a ver o vídeo em streaming porque a barra aparecia a cinzento e a avançar mais rapidamente do que a barra de “play” com uma cor mais carregada, tal como acontece no Youtube.

Sei também que há formatos não suportados: experimentei antes com um pequeno vídeo que tinha gravado com um telemóvel antigo e recebi a mensagem no Android de precisar de Flash.

Fiz uma pesquisa rápida e encontrei as indicações do próprio Dropbox para se poder ver vídeo no Android e no iOS.

De qualquer forma, garanto que pelo menos no formato .mp4 funciona🙂

Quanto à Warner, ou decide dar realmente algo de novo ao consumidor ou prevejo dificuldades…

2 thoughts on “As ideias “geniais” da Warner e como o Dropbox é “creepy”

  1. Desculpa a demora. Li isto no próprio dia, mas não pude responder na altura e depois esqueci-me. Sim, arranjaste uma solução bastante boa. Já nem me lembrava que o formato MP4 permitia, em várias plataformas, o streaming directo. De qualquer forma não consegues meter no Dropbox, ou serviço similar, vários filmes ao mesmo tempo. Pelo menos não de alta definição. Claro que podes ir tirando uns e metendo outros.

    Eu imagino (e pode ser wishfull thinking) um serviço tipo o iTunes Match para filmes, em que metas o DVD num computador e ficas logo com o filme na tua “videoteca” na nuvem em permanência, sem passar horas a converter para vários formatos e a enviar o ficheiro. Depois o serviço tratará de enviar no formato e resolução correcta para qualquer dispositivo em que acedas, em vez de seres tu pensar nisso previamente. Isto com uma pequena mensalidade ou anuidade (o iTunes Match são 25€ por ano e nem sequer verifica que as músicas que tens foram compradas). E por um valor, que tb não deverá ser elevado, possas fazer o “upgrade” de um filme em DVD para alta-definição. Esta é talvez a coisa que achei mais interessante. Se já comprei um filme em DVD, naturalmente não quero dar agora 15-25€ pelo Blu-Ray, só para o ter em HD. Se por alguns euros poder sacar um ficheiro Full HD, óptimo!

    E pq acho que será assim? Tem mesmo de ser algo do género para ter algum sucesso. Repara que eles dizem querer combater os “alugueres de baixo custo”, nomeadamente no Netflix. Por menos de 10$ por mês os americanos vêm os filmes que quiserem quando, onde, e quantas vezes quiserem. É como se de repente ficasses dona de uma enorme videoteca e sem teres caixas a ocupar espaço! Mas a Warner diz que a venda de DVDs é 20 ou 30 vezes mais lucrativa e querem valorizar a coisa aos olhos do consumidor. Têm mesmo de o fazer se querem manter esse negócio. Se for para complicar demasiado a coisa, ou para definirem preços com a ganância do costume… então mais vale estarem quietos. Alguma forma de “cópia digital” ou acesso online a filmes que já se comprou devia mesmo ser gratuito. Que se entendam com a Apple, Google e Amazon para efectivar a coisa. Não sou grande fan da maça, mas parece ser das poucas empresas com poder de mercado para ir chutando a bola para a frente nestas coisas…

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