A importância que o @grande_c dá ao Ensino do Direito de Autor

Mais provas da importância que o Grande C dá ao Direito de Autor? Atentem na imagem seguinte:

Esta entrada foi colocada por um/a aluno/a a 8 de Abril de 2010, significa isto que a primeira edição do Grande C estava quase a acabar (o prazo para as inscrições tinha passado de 31 de Março de 2010 para dia 15 de Abril de 2010 e a entrega dos trabalhos tinha como prazo 15 de Maio desse ano).

Se lerem a entrada do aluno com atenção, concluem facilmente que este aluno ou não aprendeu nada com o Grande C ou foi mal ensinado. Vejamos porquê:

O aluno sugere ao Grande C uma nova secção de tradução de obras e a seguir diz “claro que teria de ser autorizada”. Ora, isto não é verdade. Se eu quiser fazer uma tradução de uma obra, só preciso de pedir autorização se essa obra tiver copyright. Se a obra estiver em Domínio Público ou tiver uma licença Creative Commons que permita a tradução, não tenho de pedir autorização nenhuma! Daí que não é nada “claro” que eu tenha de pedir autorização para traduzir uma obra.

(Dica para os srs. do Grande C: o Domínio Público e as utilizações livres também fazem parte do Direito de Autor)

E o que é que o Grande C responde? Explica isto? Não! Diz obrigado e deixa o aluno na ignorância!

Mais grave ainda:

A certa altura, este aluno diz “… os direitos de autor também deviam abranger os tradutores.”

E o que é que o Grande C responde? Explica que não é “deviam abranger”, mas sim “abrangem“? Explica que as traduções também têm direitos, explicitados no Código de Direito de Autor e Direitos Conexos Português? Não! Diz obrigado e deixa o aluno na ignorância!

É isto ensinar Direito de Autor?! É isto que o Ministério da Cultura apoia? É isto que o Ministério da Educação apoia?

4 thoughts on “A importância que o @grande_c dá ao Ensino do Direito de Autor

  1. dfz says:

    Em primeiro lugar, abaixo os direitos de autor. Em segundo lugar, dizer que estás a ser mesquinha é um undestatement

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  2. Então, aconselho-o/a a ou deixar de ler ou começar a preparar-se porque irei apontar em sucessivos posts todas as observações que fiz deste concurso (e de um novo que anda por aí) que provam as verdadeiras intenções dos responsáveis.

    Pode não concordar comigo, mas eu considero profundamente abjecto que empresas (editoras, neste caso) e associações privadas entrem nas escolas com o pretexto de ensinar para o Direito de Autor e depois se verifique que na verdade têm outros objectivos: fazer publicidade aos seus artistas e formatar alunos (com idades compreendidas entre 12 e 18) levando-os a crer que tudo tem copyright e que o copyright é muito bom e que o Direito de Autor é sinónimo de copyright.

    E aposto que o Ministério da Educação só deixou estas empresas/associações entrarem nas escolas por este concurso dizer que o objectivo era o ensino do Direito de Autor (ideia excelente e necessária).
    O problema é que a execução não corresponde àquilo que dizem fazer.
    Não tenho qualquer dúvida de que a maior parte dos alunos que passarem por este concurso irão dizer no final “viva o copyright”.

    Estes jovens vão ser os adultos de amanhã.
    Não pretendo ofendê-lo, mas posto isto, irei continuar a ser mesquinha sim. E irei fazê-lo sempre com exemplos, para que as pessoas possam verificar o que aqui é dito.

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  3. E mais, se ler com atenção, tanto este post como o post anterior, verificará que não só eu faço uma crítica com exemplos, como ainda apresento uma possível solução. Não se critica aqui só por se criticar.

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