Android Boston da Optimus + Aldiko: perfeito para ler ebooks

Gosto muito de livros. De papel. E gosto muito de ler. Ainda que considere que não há nada que chegue a um livro de papel, admito que, em determinadas circunstâncias, dá jeito ter um ebook Reader.

Uso o Android Boston da Optimus com o Aldiko instalado para ler ebooks.

Na minha opinião, existem duas razões, que em determinadas circunstâncias, me fazem preferir um ebook:

  1. Quando retomo um livro para reler uma passagem, em que a função de search torna tudo mais rápido;
  2. Quando estou numa situação em que “ler um livro” não é bem vista ou não é confortável.

É relativamente à segunda razão que quero falar.

Aqui há tempos, alguém sabendo do meu gosto pela leitura comentava que eu devia adorar um tablet. E tenho verificado grande apetência de leitores pelos tablets ou ebook readers. iPad, Kindle and so on…

Mas um objecto destes não é para mim. Exactamente pela segunda razão.

Quando é que leio ebooks?

  • Nos transportes públicos.

A vantagem de ler um ebook quando ando de transportes públicos é precisamente o meu ebook reader ser o Android Boston da Optimus. Para andar com um objecto gigante como o iPad ou Kindle (ou outro do género) prefiro andar com um livro (a maior parte das vezes mais pequeno e mais leve – estive com um iPad há pouco tempo na mão e não queria acreditar no peso daquilo).

Nestas situações, tenho muitas vezes de guardar rapidamente o “livro”, quer porque estamos na paragem onde tenho de sair, quer porque o transporte acabou de chegar e tenho de entrar. Estando a ler um ebook no Boston, posso segurá-lo apenas com uma mão e para deixar de ler o livro basta carregar no botão superior, colocando-o assim em stand by e colocá-lo no bolso.

Imaginem um iPad, Kindle ou outro objecto do género: em primeiro lugar, nem pensem que conseguem segurar num iPad com uma só mão mais do cinco minutos, em pé, numa paragem de autocarro (se estiver a chover, então…) e em segundo lugar, mesmo que o consigam desligar rapidamente, nem sonhem que o conseguem meter com a mesma rapidez no bolso (a não ser que comecem a fazer a vossa roupa por medida e peçam à costureira ou ao alfaiate para vos fazer bolsos com o triplo – no mínimo – do tamanho dos bolsos normais…)

  • Em situações em que ler um livro (de papel) é considerado de “mau tom”, mas sacar do telemóvel já não é

Teria dado tudo para ter um Boston, quando era mais jovem. Muitas vezes tive de acompanhar os meus pais a eventos sociais, visitas, casamentos, baptizados, etc onde há sempre momentos mortos, onde já se falou com as pessoas que conhecemos, onde não conhecemos a maior parte das pessoas etc. Reparei, com alguma irritação, confesso, que nesses momentos mortos, sacar de um livro da mala não é bem visto. Já tirar o telemóvel do bolso, parece ser aceite socialmente.

  • Quando estou à espera, num serviço, num consultório, etc

Nestes casos, tal como no caso dos transportes públicos, é vantajoso o “livro” ser rápido de guardar.

  • Deitada, antes de dormir

Há duas vantagens em usar o Boston para ler antes de dormir. A primeira: poder ler permitindo que o marido durma. Costumo usar a função Day&Night do Aldiko, com fundo preto e letras brancas. Mas quanto maior for o ecrã, mais luz emite, pelo que um tablet estaria fora de questão para esta situação.

A outra é que no Inverno sabe bem estar completamente debaixo dos cobertores, a ler. Ora, isto só é possível se o leitor de ebooks tiver uma dimensão pequena. Um objecto como o iPad, Kindle ou outro do género, pelas suas dimensões, não seria nada prático.

Não me lembro de nenhuma situação onde um iPad, Kindle ou outro objecto do género seria preferível aos livros de papel ou ao telemóvel. E vocês?

19 thoughts on “Android Boston da Optimus + Aldiko: perfeito para ler ebooks

  1. O Aldiko descarrega os ebooks online ou tenho que os copiar para o telemóvel?

    Já de agora, é possível marcar em que parágrafo parei a leitura, criar anotações, etc?

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  2. Tens várias formas de ter ebooks no Aldiko:
    – fazer download dentro do Aldiko (quer de livros em domínio público – usam o feedbooks se não estou em erro; livros em CC, como os do Cory ou também podes comprar – uma das lojas é a O’Reilly, mas tens outras)
    – passar os livros que queres para o telemóvel (usando serviços como box, fiabee, etc ou por usb) e depois fazer import.
    – fazer download de sites e depois import no Aldiko.

    Mesmo que deixes de ler o livro, sem fazer mais nada, ele marca sempre a página onde ficaste (o que é óptimo se precisares de guardar o telemóvel rapidamente), mas também podes colocar bookmarks. Além disso mantêm à parte os livros que andas a ler.
    Tens dicionário, wikipédia, google, ou podes procurar todas as ocorrências, partilhar (informação bibliográfica, não o livro) para diversos serviços.
    Anotações é que ainda não tens, mas podes copiar partes do texto e fazer share para vários serviços (mail, tasks, readitlater, twitter, blog, greader, sms etc), dependendo das apps que tiveres instalado.

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  3. Antonio Saraiva says:

    Não me lembro de nenhuma situação onde um iPad, Kindle ou outro objecto do género seria preferível … ou ao telemóvel. E vocês?

    E que tal não esmifrar os meus ricos olhinhos?
    E que tal um ecrã de qualidade?

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  4. Ah the golden question!
    O sr. António vai fazer o quê? Comprar um Kindle para ler ao sol e um iPad para ler à sombra?😀
    Na verdade, características como o tipo de letra e intervalos regulares na leitura fazem mais pelo descanso dos olhos do que propriamente a tecnologia dos ecrãs de hoje.
    Deixe-me frisar que não passo horas a ler continuamente no telemóvel, as situações que descrevi são temporárias.
    De resto, se essa é uma grande preocupação então deve fazer as suas leituras em livros de papel à luz natural. E já agora deve escolher edições em papel não completamente branco e com um tipo de letra adequado.

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  5. Quando fui viver 6 meses para a Suécia, vim passar o Natal e aproveitei a viagem para trazer N livros que comprei lá. Agora vou 3 meses para os EUA, com limite de 20 Kg na mala.

    Ora nesta situação trazer livros que compre lá (não falo de 2 ou 3, mas de uns 5 ou 6) fica complicado por causa do limite. É a primeira situação em que vejo que um kindle seria mais vantajoso que livros de papel.

    Isso e quando mudar definitivamente de casa, mas essa situação penso que já sofreste (ou ainda estás a sofrer). Ter os livros no meu quarto faz com que durma melhor.

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  6. Também passei por isso, viver x tempo noutros países, com limite de peso. No caso da Finlândia (6 meses) levei e comprei livros lá (http://www.flickr.com/photos/paulasimoes/2817450884/in/set-72157603167169082/)
    Admito que o Boston teria dado jeito, mas usei as bibliotecas e comprei apenas os a que não pude resistir.

    Lembro-me de um senhor velhinho, alfarrabista, de ternurenta simpatia numa rua de Uppsala, a quem comprei um livro num saco azul (que guardo até hoje) e do qual não teria memória se tivesse optado por um ebook…

    Mas levantas uma impossibilidade e um aspecto interessante: a impossibilidade é a primeira ideia que tive quando ouvi falar de ebook readers: imagina poderes ter todos os teus livros em formato digital!
    Rapidamente percebi que isto não era possível: não só o custo era impraticável como grande parte dos livros que tenho não existem, nem nunca existirão em formato digital. E se tenho estes livros é porque quero estes e não outros.

    O aspecto interessante é esse de mudar de casa e o de manutenção. Os livros exigem atenção, senão definham, ficam amarelos e é preciso andar sempre atenta aos bichinhos horrorosos que parecem que se alimentam deles. É uma luta insana. Por isso, sim para aquelas pessoas que conseguem prescindir dos livros em papel, um leitor de ebooks (sem parvoíces como o DRM, para não acordar um dia e descobrir que afinal já não tem os livros) é o ideal, já que um telemóvel não suportaria a quantidade de livros.

    Sim, esta seria uma situação onde eu compreenderia o uso de um ebook reader ou tablet. Mas para mim não funcionava: sou daquelas pessoas que tem seis edições do Pride and Prejudice, por serem determinadas edições, que tem livros repetidos por serem 1ª edição, que tem livros repetidos por a capa ser de A, B ou C ou simplesmente por terem sido publicados numa colecção dos anos 50…
    Nunca conseguiria transpor isto para o digital. Quero dizer, como é que coloco recortes, papéis, folhas ou flores dentro de um ebook?

    E sim, continuo a sofrer. Fiz uma pausa, entretanto. Os mais importantes (cerca de 1500) já cá estão. Os outros irei mantê-los em casa dos meus pais, por mais algum tempo.

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  7. Eu acho que há uma razão muito forte para preferir um tablet pequeno (de bolso, não o iPad) em vez de um telemóvel. É não receber telefonemas…

    «Quero dizer, como é que coloco recortes, papéis, folhas ou flores dentro de um ebook?»

    Ah, isso é fácil. Com um scanner, e depois é só copy-paste😉

    Entre o papel e o ebook, a escolha depende do que queres do livro. Eu quero-os para lhes sacar a informação. Se tem capa assim ou assado, se está amarelo ou novo, tanto me faz (desde que não sublinhem ou escrevam nas margens, que isso é sacrilégio e ofensa ao Texto). Salvo raras excepções (e.g. os manuais de D&D de 1983, ilustrados pelo Elmore) para mim o livro é uma árvore morta com marcas de tinta; o que me interessa é o que vem lá escrito.

    Quanto ao preço da colecção digital, enfim, depende do respeito que tiveres por legislação absurda😉

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  8. Bom, eu recebo e faço poucos telefonemas e não tenho paciência para sms. Para teres uma ideia, desde que tenho o Boston (meio ano) já o usei mais do que todos os telemóveis que tive antes.
    E a verdade é que tenho de andar com o telemóvel (dá jeito para telefonar ao marido, quando preciso de falar com ele🙂 )
    Quer dizer, não é uma questão de jeito. Às vezes, em situações limite lembro-me que durante muito tempo não tive (nem tivemos telemóveis) e vivíamos bem sem eles.
    Mas desde que apareceram, parecem mais uma necessidade do que uma facilidade.
    Porque observo que as pessoas (e às vezes eu) esperam que tenhamos telemóvel e estejamos sempre contactáveis. E quando isso não acontece (falta de bateria ou não ouvimos o som) as pessoas alteram-se.

    Com um scanner, e depois é só copy-paste

    Mas uma folha seca, que apanhei em Turku, é muito diferente do scan dessa folha!

    desde que não sublinhem ou escrevam nas margens, que isso é sacrilégio e ofensa ao Texto

    Gasp! Mas… mas… se não sublinhas, nem escreves nas margens (ok, eu também não o faço numa 1ª edição da Agatha Christie – talvez porque o livro já foi de outra pessoa) o livro passa por ti incólume. Quero dizer, é como se fosse igual pertencer a ti ou a outra pessoa! Isso não pode ser!
    Ok, nem todos os livros pedem anotações. Os policiais, por exemplo. Mas já faz todo o sentido anotar os livros do Cortázar, do Manguel ou do Borges.

    Não tenho respeito por legislação absurda. Mas ela existe. Uma vez uma professora disse-nos que se não concordássemos com uma lei deveríamos tentar mudá-la, em vez de apenas não a cumprir.
    Noto que muitas pessoas não cumprem a lei, e por isso não se “mexem”. Talvez esteja a ser injusta. Mas forço-me a cumprir a lei o mais que posso, porque assim noto/sinto/sofro todos os problemas dela e isso leva-me a fazer tudo o que posso para a alterar.

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  9. «Gasp! Mas… mas… se não sublinhas, nem escreves nas margens (ok, eu também não o faço numa 1ª edição da Agatha Christie – talvez porque o livro já foi de outra pessoa) o livro passa por ti incólume. Quero dizer, é como se fosse igual pertencer a ti ou a outra pessoa!»

    Acho que é a tal diferença outra vez. Eu vejo o objecto livro como um mero suporte para aquilo que o autor me está a dizer. A mensagem no livro “pertence” a outra pessoa, ao autor. Não no sentido de propriedade, mas no sentido de ser as suas palavras. Se quero comentar, escrevo no meu caderno. Além disso, aqui pela família os livros andam muito de uns para os outros, e incomoda a leitura apanhar com coisas sublinhadas ou anotações estranhas.

    «Não tenho respeito por legislação absurda. Mas ela existe. Uma vez uma professora disse-nos que se não concordássemos com uma lei deveríamos tentar mudá-la, em vez de apenas não a cumprir.»

    É um bom princípio em geral. Mas assume duas coisas que não considero válidas na presente legislação sobre direitos de cópia.

    Uma é que a legislação em si seja permitida. Eu penso que não é legítimo ao Estado conceder monopólios comerciais de forma a desrespeitar, entre outros, o disposto no número 1 do artigo 34º da Constituição: « 1. O domicílio e o sigilo da correspondência e dos outros meios de comunicação privada são invioláveis.» Ou o artigo 37º, sobre liberdade de expressão e informação. Quando fazem uma lei dizendo ser proibido eu enviar um pdf de minha casa para tua estão a fazer uma lei contra a constituição. Quando a legislação é contraditória – e o próprio CDADC levanta esse problema, deixando muita coisa no cinzento da inconsistência – cumprir a lei torna-se difícil.

    A outra premissa é que a lei foi criada de forma a representar verdadeiramente os direitos e a vontade dos cidadãos que abrange. Neste caso, essa premissa é inválida, porque a legislação sobre direitos de autor tem sido sistematicamente negociada entre interesses económicos e alguns políticos, escrita em tratados comerciais internacionais, e depois transbordou para decretos que nos afectam a todos.

    Nestas condições penso que é legítimo desobedecer. Para um caso mais extremo, vê o exemplo do Egipto. Não acho imoral desrespeitar o recolher obrigatório, naquele caso.

    Além disso, o que se passa nesta legislação é mais um problema de aplicação da lei do que da lei em si. O CDADC exclui «As ideias, os processos, os sistemas, os métodos operacionais». Se escreveres uma receita de bacalhau não tens direitos de autor porque uma receita é apenas uma descrição de um processo. No entanto, praticamente todos os ficheiros que dizem ser cobertos por copyright são descrições de processos. Um pdf, por exemplo, é um conjunto de instruções para reconstruir um texto, e não o texto em si. Qualquer ficheiro comprimido passa a ser uma descrição de um processo algébrico para recalcular o original. Se a lei fosse aplicada como está nenhum conteúdo digital seria abrangido pelos direitos de autor. Apenas é porque o pessoal não conhece as entranhas e guia-se só pelas metáforas. Se fosse em papel, se tu escrevesses um poema e eu escrevesse em hexadecimal os bytes desse teu texto zipado, ninguém diria que tu tinhas o direito de proibir a divulgação do número que eu tinha escrito.

    Ainda assim, não defendo que desobedeçam à lei. Dá muita chatice, e até defender tal coisa pode ser ilegal. Mas sou apologista de aproveitar ao máximo as zonas cinzentas enquanto se chama a atenção para o absurdo desta legislação. E como nem o IGAC soube dizer se descarregar coisas pelo Rapidshare é ilegal, penso que é de aproveitar🙂

    (Desculpa lá o lençol, mas este é um dos tais botões que eu tenho…)

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  10. Bom, eu quando falo de anotações e sublinhados não me refiro a quantidades que prejudiquem a leitura. Embora seja mais pessoa de anotações do que sublinhados. Em vez de sublinhar uma passagem costumo colocar um traço vertical na margem. Se a edição for muito má, também corrijo os erros, mas isto é algo que não consigo evitar.
    Normalmente, compro livros usados e adoro quando trazem anotações, dedicatórias, recortes etc🙂
    Mas para mim, um livro tem de ser mais do que apenas o conteúdo.
    Mas também compreendo que uma simples anotação possa colocar a cabeça em água a muitas pessoas durante algumas centenas de anos. Veja-se o caso do sr. Fermat😀

    Também não acho imoral o caso que apontas do Egipto. Na verdade, também não acho imoral não respeitar o caso desta lei.
    Há várias razões para cumprir a lei (até onde me for possível – se estiver em jogo um valor mais alto, é esse que prevalece*), uma delas é não querer problemas – não tenho confiança no sistema judicial, a ver pelos casos lá fora (e até cá), não interessa se tens razão, se do outro lado estiverem corporações deste tipo.
    Outra é a que já disse, interessa-me saber os limites. Isto nota-se muito no caso do DRM – se não tentasse cumprir a lei, o DRM passava-me ao lado.
    Uma outra é talvez a mais fantástica: aqui há uns anos, um colega sabendo que eu tinha deixado de comprar produtos com DRM, no caso DVD, comentou horrorizado que eu estava a perder a “cultura”, o que me levou a pensar nos produtos culturais que eu tinha consumido ultimamente, de forma legal (segundo a definição da pior associação de “defesa” dos autores), e sem dar dinheiro a editoras pro-drm, concluindo que cultura não me faltava.
    A razão é que, excepto esta ideia de ter a minha biblioteca também em formato digital, que é a única realmente tentadora, não sinto necessidade de produtos que não possa comprar, quer por razões de DRM, quer por razões económicas.
    Quero dizer, há tanta música, ebooks, filmes em creative commons ou domínio público que eu ainda quero ouvir, ler e ver…
    Há situações em que gostaria de ver um filme específico, por exemplo. Nesses casos, vou à biblioteca municipal aqui ao lado (que chatice! :-)) e requisito!
    Mal posso esperar para eles terem o Ilusionista baseado numa história do Tati. Ando furiosa desde que soube que a Sony estava metida nele!
    Mas também se não o vir, não vem daí grande mal ao mundo: tenho os DVD *sem DRM* de quase todos os filmes dele, que revejo várias vezes🙂

    * não tenho nenhum exemplo disto nesta questão. Mas tenho um similar, no DRM. Por norma, não compro produtos de empresas pró DRM, mas recentemente fi-lo por exigência profissional. Neste caso, a questão profissional foi um valor mais alto do que o princípio que me impus. O profissionalismo, o ensino, a investigação e a não existência de alternativas para essas áreas são exemplos de “valores mais altos”, por exemplo.

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