Paradoxos

Na BlogConf com José Sócrates, Paulo Trezentos, da Caixa Mágica, fez uma pergunta sobre Software Livre.
José Sócrates levou apenas alguns segundos para dizer que é adepto do Software Livre (o que é falso – o próprio o disse a seguir) e os restantes cinco minutos para dizer como é bom Portugal fazer negócios com a Microsoft.

Enquanto Ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite conseguiu pôr nas ruas milhares de pessoas em manifestações contra as suas políticas. Enquanto Ministra das Finanças vendeu tudo o que podia e verificámos recentemente que ainda estamos a pagar por isso.
Esta mulher é hoje candidata a primeiro-ministro do mesmo país.

Arguidos em processos judiciais são candidatos às autárquicas. É certo que, segundo a lei, podem sê-lo, mas “à mulher de César não basta sê-lo, tem de o parecer”.

Um presidente de Câmara foi condenado pelo tribunal a sete anos de prisão e perda de mandato, mas mantém recandidatura à mesma autarquia.

Será que daqui a uns tempos vamos acordar e verificar que isto tudo foi apenas um pesadelo?

2 thoughts on “Paradoxos

  1. Nelson says:

    Qual é o seu problema o software não livre? E por que é que só é a Microsoft a unica visada pela campanha dos contra o software não livre?
    Será que ambos os conceitos não conseguem permanecer em harmonia?

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  2. O meu primeiro problema é a sua gramática: a sua primeira frase não faz sentido.
    O meu segundo problema é com as ideias falsas que são transmitidas às pessoas.
    Já expliquei isto várias vezes, mas faço-o uma vez mais:
    Uma pessoa pode usar software livre e software proprietário, sem incorrer em incoerências ou falsidades.
    Mas uma pessoa que se diz adepta do software livre nunca poderá defender software proprietário, a não ser em casos obrigatórios em que não haja alternativas.
    Dizer-se adepto do Software Livre significa apoiar e acreditar que o utilizador tem
    – A liberdade de executar o software, para qualquer uso.
    – A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades.
    – A liberdade de redistribuir cópias.
    – A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria.

    Ora, vou apenas dar-lhe um exemplo e o sr Nelson faça o favor de fazer os exercício para as outras:
    Uma pessoa não pode acreditar, apoiar a liberdade de um utilizador de redistribuir cópias de software (caso do software livre) e ao mesmo tempo acreditar e apoiar a restrição de um utilizador não poder redistribuir cópias de software (caso do software proprietário).

    Como vê, isto é uma contradição, um paradoxo. Como não me permito pensar que José Sócrates não saiba o que é Software Livre, só posso concluir que a sua afirmação é propagandística e enganadora, para os mais distraídos ou para aqueles que não sabem o que é o Software Livre.

    Relativamente ao facto da MIcrosoft ser a mais atacada, talvez isso se deva ao facto de ser essa empresa aquela que mais mal faz ao Software Livre.
    Não se esqueça que por várias vezes a Microsoft considerou o Software Livre como um “cancro”, um “vírus” a abater.
    Mas não vejo o sr Nelson a falar destes ataques.

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