Imprensa Livre

Mais de trinta anos após o 25 de Abril os congressos partidários estão hoje totalmente “fechados” em matéria de liberdade de circulação de jornalistas durante os trabalhos. O Bloco de Esquerda, que nesta VI Convenção teve o primeiro cheirinho de profissionalização – com estrado para as televisões e boas instalações -, continua a ser a única excepção a esta regra. A imprensa circulou por onde quis e falou com quem quis. Os trabalhos não saíram prejudicados e a direcção viu o seu peso interno sair reforçado.

In Diário de Notícias (Negrito meu)

3 thoughts on “Imprensa Livre

  1. ovigia says:

    boas Paula,

    o falar com quem se quis não é sinónimo de responderem às perguntas que se querem pertinentes e certeiras.

    depois no mesmo parágrafo afirmar que a direcção viu o seu peso reforçado por causa disso tb não compreendo, o que leva o diário de notícias a supor semelhante facto?

    cumps,
    rjnunes

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  2. Tens razão, Ricardo, quando dizes que tal não é sinónimo de responderem às perguntas pertinentes, mas esse é um problema de segunda fase e depende, em grande parte de quem pergunta e de quem responde e não propriamente do partido. (Certo é que muitos jornalistas desperdiçam oportunidades óptimas de fazer as perguntas certas)

    Mesmo quando um jornalista sabe o que está a fazer e faz as perguntas pertinentes pode levar sempre com um “não respondo”, “não comento”, mas aqui o jornalista pode sempre escrever “fulano escusou-se a responder a…” e uma não-resposta também pode ser muitas vezes uma informação. Nenhum político vai dizer não respondo só porque não lhe apetece.

    Assim se a imprensa pode andar por onde quer e falar com quem quiser e mesmo assim não obtém informação, poderemos estar em presença de um de dois casos: ou a imprensa é incompetente ou há um acordo de silêncio por parte dos respondentes. Neste último caso, o jornalista percebe, porque se pergunta a A, B C ou D e nunca obtém resposta é porque alguma coisa se passa e deve denunciá-lo.

    Neste artigo, a questão coloca-se antes desta situação: noutros congressos de outros partidos, os jornalistas não têm sequer a oportunidade de perguntar e circular durante os trabalhos.

    A última frase, parece-me (e digo parece-me porque isto é meramente uma suposição) que essa deve ser a “desculpa” para os congressos partidários não deixarem os jornalistas circular livremente durante os trabalhos.

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  3. Puro Lusitano says:

    Alguns praticantes da actividade jornalística passaram a ser vistos, no meio político, como “cães raivosos”… perdoem-me a expressão, não há qualquer desprestígio para a classe; são aqueles que, por definição se agarram à “presa” e não a largam enquanto dela não obtêm uma afirmação valiosa (qualquer que seja) que lhes renda crédito na redacção e proporcione “sangue” no prelo, grandes cabeçalhos e gordas parangonas.
    Os outros… são a raia miúda!
    Enquanto dos primeiros todos fogem, já dos segundos é deixá-los andar…

    Gosto do seu blog! (WTF fazer o quê?)

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