MAPiNET – Movimento não cívico, movimento execrável

A ACAPOR, Associação Audiovisual de Portugal, está a apelar à adesão ao Movimento MAPiNET, criado por aquela associação.

O objectivo da ACAPOR é a “aprovação do pacote Telecom e o indeferimento da emenda 138”.

Segundo o Pacote Telecom, uma autoridade administrativa pode mandar os ISP (empresa que vos dá acesso à internet) cortarem-vos o acesso à internet.

NINGUÉM É OBRIGADO A PROVAR QUE VOCÊS FIZERAM DOWNLOADS ILEGAIS. NÃO HÁ JULGAMENTO, NEM TRIBUNAL, NEM NADA. APÓS TRÊS DENÚNCIAS, VOCÊS DEIXARÃO DE PODER TER INTERNET. MESMO QUE NUNCA TENHAM FEITO UM DOWNLOAD ILEGAL NA VIDA.

A emenda 138 foi criada para impedir esta atrocidade. Esta emenda garante que o acesso e restrições à internet só possam ser feitas mediante decisão judicial e, consequentemente, com provas.

A ACAPOR quer anular esta emenda. O movimento MAPiNET, da ACAPOR, NÃO É um movimento cívico. Nenhum movimento que defenda que um cidadão possa ser condenado, sem provas, sem julgamento, pode afirmar-se como cívico. Nenhum.

Podemos tentar lutar contra isto. Uma possibilidade é enviar para o Gabinete do Ministro da Economia e Inovação [gmei@mei.gov.pt] ou para Pedro Bartolo [reper@reper-portugal.be], Deputy Permanent Representative, o seguinte texto traduzido no wiki do Programas Livres.

A 27 de Novembro, o Concelho da União Europeia vai examinar o Projecto de Lei referente às comunicações electrónicas, também conhecido como o Pacote das Telecomunicações, modificado pelo Parlamento Europeu na sua primeira leitura, a 24 de Setembro.

A protecção dos direitos fundamentais dos cidadãos Europeus que utilizam a Internet tornou-se numa das principais questões com este Projecto de Lei.

Após longos debates nos Comités referidos, e após a intervenção da EDPS, a autoridade Europeia independente reponsável pela protecção de dados pessoais, o Parlamento Europeu adoptou uma série de alterações à proposta da Comissão. Os MEPs pretendiam garantir que o actual nível de protecção dos cidadãos Europeus, no futuro, fosse pelo menos mantido pelos Estados membros.

Mas a maior salvaguarda introduzida pelo Parlamento – a emenda 138, adoptada por 88% dos MEPs – poderá ser removida pelo Conselho a 27 de Novembro, seguindo o pedido do Presidente Francês. O jornal económico francês La Tribune anunciou que o Presidente Francês já teria conseguido convencer os restantes Estados Membros a abster-se ou a votar a favor da remoção desta emenda.

Todavia, conforme sublinhado pelo Parlamento Europeu num comunicado oficial, esta emenda é “uma importante reafirmação dos princípios chave da Ordem Jurídica Comunitária, especialmente dos direitos fundamentais dos cidadãos. Ela deixa aos Estados Membros uma margem de manobra suficiente para que seja encontrado um justo equilíbrio entre os diferentes direitos fundamentais, em particular o direito ao respeito pela vida privada, o direito à protecção de propriedade, o direito a um recurso efectivo e o direito à liberdade de expressão e informação.”

No seu memorando, a Comissão declarou que não iria pedir a sua remoção (da emenda 138), contrariando o pedido feito por Nicolas Sarkozy ao Presidente da Comissão.

A única razão para a França ter pedido a remoção desta emenda é o facto dela se opor ao seu Projecto de Lei “Creation and Internet”, que aponta para a criação de um tribunal especial para os utilizadores cuja conta da Internet tenha sido utilizada para fazer cópias não autorizadas de musica e filmes. Para a França, trata-se também da legalização, à posteriori, de uma decisão administrativa que autoriza companhias privadas a levar a cabo acções de policiamento na Internet, contrariamente à politica Europeia em matéria de dados pessoais.

Portanto, pedimos-lhe que se oponha à remoção da emenda 138, para que seja respeitado o voto democrático do Parlamento Europeu, à semelhança do que fez a Comissão Europeia, que insistiu em subscrever direitos democráticos fundamentais, tais como o princípio da separação de poderes ou o princípio da proporcionalidade, também aplicáveis na Internet, numa altura em o Estado Membro que assume a presidência da união europeia parece tê-lo esquecido.

Desta forma, todos poderão avaliar o seu empenho na construção de uma Europa que protege os direitos fundamentais dos seus cidadãos e a realidade da Democracia Europeia.

Na esperança de que se proponha a actuar sobre esta questão, atenciosamente:

52 thoughts on “MAPiNET – Movimento não cívico, movimento execrável

  1. mapinet says:

    Claro que ninguém pode ver-lhe ser cortado o acesso à Internet sem provas (sim, que você a falar parece que alguém vai preso…), mas agora rapinar as obras de outros sem qualquer controlo e sem qualquer penalização, isso sim! Isso é cívico! Haver 50 Milhões de descargas ilegais todos os anos em Portugal e não haver forma de pôr cobro a isso, isso é cívico! Se você fôr multada no trânsito não paga agora e se não estiver contente recorre a Tribunal? É igual.

    Se valoriza o seu trabalho e acha que merece ver recompensado o seu esforço ao fim do mês, respeito o trabalho das outras pessoas! Ou então leve até ao fim a sua posição e entre sem pagar numa sala de cinema e depois grite o que entender.

    O MAPINET não é da ACAPOR, informe-se senhora!!

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  2. mapinet:

    estamos a falar de retirar o acesso à internet às pessoas sem provas, sem julgamento, sem nada. Leia o pacote Telecom. Estamos a falar de vigiar o que as pessoas fazem na net.
    A emenda 138 foi criada precisamente para evitar isto, mas tanto a ACAPOR como o MAPiNET querem indeferi-la.

    Eu informei-me antes de escrever este post e é por isso que lhe digo e que lhe provo que o MAPiNET foi lançado pela ACAPOR.

    No site da ACAPOR, está preto no branco:
    “a ACAPOR lança o projecto MAPiNET”

    Confirme aqui e depois então grite o sr. as barbaridades que entender.

    Já agora, o sr mapinet que não se identificou por acaso não trabalhará para a ACAPOR ou alguns dos seus associados?

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  3. Claro que ninguém pode ver-lhe ser cortado o acesso à Internet sem provas

    Exacto: em Portugal primeiro julga-se, depois condena-se. E ainda bem.

    mas agora rapinar as obras de outros sem qualquer controlo e sem qualquer penalização, isso sim! Isso é cívico!

    Ninguém o disse que era. Mas o “controlo” e a “penalização” existem. Relembro-lhe, por exemplo, o controlo que tem sido feito por instituições como a PJ, a ASAE, a IGAC. Relembro-lhe também as penalizações previstas por lei, na Lei dos Direitos de Autor.

    Se você fôr multada no trânsito não paga agora e se não estiver contente recorre a Tribunal? É igual.

    Informe-se, senhor. Se uma pessoa for multada no trânsito escolhe assumir a culpa e pagar, ou não a assumir e ir a tribunal. Aqui é a mesma coisa, e a mesma coisa tem sido feita até hoje: caso um detentor de direitos de autor identificar uma ilegalidade, pode decidir “dar a hipótese de pagar a multa”, ou de ir directamente a tribunal. Mas a emenda 138 não fala disso.

    Se valoriza o seu trabalho e acha que merece ver recompensado o seu esforço ao fim do mês, respeito o trabalho das outras pessoas!

    A Paula no seu post não desrespeitou o trabalho de ninguém, nem defendeu a pirataria. Defendeu sim o seu direito a estar inocente até prova em contrário.

    O MAPINET não é da ACAPOR, informe-se senhora!

    Engraçado, a ACAPOR afirma ter “lançado” o projecto MAPiNET.

    Por mim, mesmo sendo errados os pressupostos deste post, nada tenho contra, segundo o princípio de que “quem não deve, não teme”.

    Quais pressupostos deste post estão errados? E desde quando o “quem não deve não teme” serve como desculpa para o “inocente até prova em contrário”?

    E a Hadopi não é uma autoridade administrativa?

    Sim, e por sê-la pode acusar. Mas se se retirar a emenda 138, como você quer, além de acusar pode julgar e condenar.

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  4. Jose Fraguas says:

    Querem ver que a pirataria não é um problema? Querem ver que a esmagadora maioria dos internautas não faz downloads ilegais? Querem ver que tudo deve continuar na mesma… Se metessem em Tribunal todos os que fazem Downloads, os Tribunais não faziam mais nada. Alguma solução tem que ser encontrada, e não pode passar pelos Tribunais sob pena do sistema falir.

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  5. Anonimo says:

    Eu tenho uma proposta a fazer à MAPINET. De cada vez que uma editora discográfica cometer um erro a acusar uma pessoa injustamente, fica interdita de aceder à internet nas suas instalações. Pode ser?

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  6. @Jose Fraguas
    Qual é o problema de um utilizador descarregar uma ou mais músicas para ouvir? Ele não está a dar prejuízo a ninguém, porque se não descarregá-se as músicas dificilmente as compraria.
    Mau é vender as músicas e os filmes sem autorização. Mas não é por isso que vão poder bisbilhotar o que faço online. Não tarda nada querem um segurança em cada casa com ligação à net, para ver se as pessoas descarregam alguma coisa.
    Corporativistas do camandro, sem respeito nenhum pelos direitos fundamentais dos cidadãos.

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  7. Jose Fraguas says:

    Ao Bruno:

    Bruno queres comer? Paga
    Queres andar de carro? Paga
    Queres medicamentos paga? Paga
    Queres casa? Paga

    Queres ouvir música? PAGA!!!

    Mas que raio de ideia é essa que a musica tem de ser de borla?? Dificilmente comprarias? Não compras, não ouves!

    Quais direitos fundamentais? Os de controlar o trafege ILEGAL?? Qula é o problema de haver controlo da Internet? Se não houvesse controlo no mundo físico o que é quenisto era? Total anarquia, exactamente o que acontece hoje em dia na Internet!

    Tu é que não respeitas a propriedade privada nem o direito ao trabalho dos outros, esses sim DIREITOS FUNDAMENTAIS!!

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  8. Controlar, lá está. Vocês não têm qualquer direito de controlar o que faço. Para isso é que temos instituições judiciais.

    Eu pago pela música que acho que vale a pena. Tal como não pago por uma refeição mal cozinhada, não pago por um mau álbum. E nunca compro música antes de a ouvir; não compro nada às cegas (a não ser quando vou às compras meio a dormir). E detesto pagar por um álbum e boa parte do dinheiro não ir para o artista.

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  9. @Jose Fraguas
    E se eu descarregasse música? Conseguirias provar que eu a compraria se não a tivesse descarregado? E consegues provar que eu, a fazer isso, estaria a dar prejuízo aos artistas (eles é que interessam, não as editoras)?

    Quais direitos fundamentais? Os de controlar o trafege ILEGAL?? Qula é o problema de haver controlo da Internet? Se não houvesse controlo no mundo físico o que é quenisto era? Total anarquia, exactamente o que acontece hoje em dia na Internet!

    Espero que tenhas escrito isto por sofreres de estupidez aguda. A outra opção não é nada boa.
    Existem regras em todo o lado, e a internet também está sujeita às vigentes. Espiar não é regra, é invasão da privacidade, algo a que tenho direito!
    Combatam a venda ilegal de conteúdos na boa. Não tenho nada contra isso; aliás, até louvo isso quando não ultrapassa os limites.
    Agora, espiar, vão espiar o raio que vos parta. Se não se sabem adaptar, sujeitem-se à “lei da natureza”.

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  10. anonimo says:

    Caro José…

    Queres usar OpenOffice, Firefox, GIMP, Ubuntu, Fedora, SUSE Linux, Caixa Magica? PAGA
    Queres consultar um livro na biblioteca nacional? PAGA
    Queres descarregar música de jamendo.com? PAGA
    Queres pagar para consultar um artigo na Wikipédia? PAGA

    Estás à vontade! Eu não pago🙂

    Concordo contigo em que… sou um músico, quero ser remunerado pela venda da minha música, então, não quero que a minha música deva ser copiada sem a minha autorização. Agora, não é nada disso que aqui está em causa! O problema está em primeiro lugar:
    1) o que é proposto não garante a liberdade e privacidade dos cidadãos porque tecnicamente terá imensas falhas e não será justo;
    2) as editoras são os grupos interessados nestas medidas parvas… tudo o que tu pretendes não será alcançado mesmo num mundo ideal sem pirataria: isto é, remunerar os autores. Os autores deviam era começar a procurar outras formas de se vender, como já fazem muitos músicos hoje em dia.. .isto é, vender directamente ao consumidor.

    Não gostaria de ver este debate radicalizado. Claramente, o José Fraguas vem de um meio completamente diferente do meio tecnológico. E esta malta do meio tecnológico, tem dificuldades a entender o resto do mundo que não percebe como restrições deste tipo podem danificar irremediavelmente o avanço social que a internet conseguiu (sim, porque ao contrário da mensagem que passa habitualmente, a internet foi algo de muito positivo para a humanidade… 🙂

    Já agora José, desafio-te a descarregar um bittorrent, legal: que tal uma distribuição de linux?

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  11. anonimo says:

    Concordo contigo em que… “sou um músico, quero ser remunerado pela venda da minha música, então, não quero que a minha música deva ser copiada sem a minha autorização. ”

    só uma nota adicional

    podias não ser um desses músicos… isto é, podias ser daqueles que já perceberam que distribuir gratuitamente e livremente o seu trabalho é uma forma de se promoverem e até de venderem mais CDs ….

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  12. Querem ver que a pirataria não é um problema?

    Qualquer acto ilegal é um problema. Mas tirar direitos e liberdades aos cidadãos não é solução.

    Querem ver que a esmagadora maioria dos internautas não faz downloads ilegais?

    Não sei, tens dados a comprovar isso?

    Querem ver que tudo deve continuar na mesma?

    Não, é por isso que existe o Pacote Telecoms. Se reparar, aqui ninguém está contra a sua implementação, queremos é que a implementação seja feita com a emenda 138 incluída.

    Se metessem em Tribunal todos os que fazem Downloads, os Tribunais não faziam mais nada.

    Que grande treta. Quantos casos de “pirataria informática” foram apresentados nos Tribunais Portugueses nos últimos cinco anos? Ai, tantos, coitadinhos dos tribunais não sei como é que aguentaram. Sempre que têm havido provas de pirataria em Portugal, sempre se tem recorrido aos Tribunais. Os casos não têm sido muitos, não por falta de disponibilidade dos Tribunais mas por falta de casos.

    Alguma solução tem que ser encontrada, e não pode passar pelos Tribunais sob pena do sistema falir.

    Há muitas soluções possíveis. Uma delas pessa pelos Tribunais, e não há prova nem indícios do “sistema falir”, mas se está com medo, adopte uma das outras todas. O que não é solução, o que não é admissível, é que para resolver um problema civil (sim, o problema da “pirataria informática” é um problema civil, em que aqueles que se consideram lesados têm o direito e o dever se recorrer a tribunal) se pondere sequer castrar os direitos e as liberdades de todos.

    Quais direitos fundamentais?

    Os referidos na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, os mesmos que que a directiva 138 tenciona proteger.

    Os de controlar o trafege ILEGAL?

    Que giro, isso é um “direito fundamental”? Pensei que o direito fundamental fosse ter o direito a um julgamento justo. Se está a assistir a uma ilegalidade aja.

    Qula é o problema de haver controlo da Internet? Se não houvesse controlo no mundo físico o que é quenisto era? Total anarquia, exactamente o que acontece hoje em dia na Internet!

    Caro, eu hoje em dia tenho, tanto física como digitalmente, os meu direitos à privacidade, de ser “inocente até prova em contrário”, de ter direito a um julgamento justo. A emenda 138 serve para que eu continue a ter esses direitos. Se retirar-mos essa emenda, não passa “simplesmente” a haver controlo na Internet: são também retirados estes direitos aos cidadãos.

    Mas, antes que continuem a atirar areia e distracções para esta discussão, deixem-me resumir para que não restem dúvidas:

    1) A MAPiNET quer retirar a emenda 138 do Pacote Telecom;
    2) A emenda 138 diz, e passo a citar na sua íntegra:

    aplicando o princípio de que nenhuma restrição pode ser imposta nos direitos e nas liberdades dos utilizadores finais, notavelmente de acordo com o artigo 11 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Euripeia sobre a liberdade de expressão e informação, sem decisão anterior por autoridades judiciais, excepto quando ditado por força maior ou pelos requisitos para a preervação da integridade e segurança da rede, e sujeito a provisões nacionais da lei criminal impostas por razões de política pública, segurança pública ou moral pública.

    3) Ao retirar a emenda 138 o “combate à pirataria” não é mais efectivo, visto que esta emenda em nada afecta os processos predispostos no Pacote Telecoms para o referido combate;
    4) Ao retirar a emenda 138, a Carta dos Direitos Fundamentais da União Euripeia deixa de ser implementada via legislação Europeia, permitindo assim os vários países Europeus, impunemente, violar esses Direitos Fundamentais.

    Pelo disposto dos pontos anteriores, resta-me afirmar que é de minha completa convicção que só quem despreza os Direitos Fundamentais pode considerar, sequer, a hipótese da implementação do Pacote Telecom sem a referida emenda.

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  13. Espero que não te importes que use parte do teu texto (obviamente citando as fontes) num post do meu blog. Sou mais um acérrimo defensor da continuação dessa emenda. Apesar de ter noção do que o que fiz é pouco, sempre é mais um grão.

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  14. Junto a minha voz à tua e de todos os que prezam a liberdade.

    A ideia das editoras é continuar a receber grande parte do dinheiro em vez de o dar aos artistas. Engane-se quem quiser…

    Por alguma razão hoje em dia vende-se mais Miles Davis do que alguma vez se vendeu, mesmo comparando com a altura em que ele estava vivo.

    Hoje em dia vende-se muita musica, simplesmente as grandes editoras de “musica” “comercial” é que vendem menos, por razões obvias…

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  15. eu says:

    estes meninos devem ter salarios brutais pa andar a comprar cd´s e dvd´s todos os meses! Pirataria é quem lucra com o trabalho dos outros!querem uma população informada e culta, como?a 20 e tal euros um dvd?Já que se denominam de movimento civico pq é que nao nos mostram tin tin por tin tin como é feito o preço de um dvd ou de um cd?a quanto é que lhes sai a unidade e qual é o preço final para o consumidor?Lucros superiores a mto mais 100% aposto! De novo a ganância.. falam da perda de trabalhos, mas esse argumento é n é valido!Sejam empreendedores e inovadores em vez de comodistas..

    Pirataria é quem lucra com o trabalho dos outro!se tivessem sido mais espertos em vez de comodistas porcos e capitalistas, tinham arranjado forma de ganhar dinehiro atraves de publicidade em sites de “partilha” n sao sites de pirataria.. partilha.. esta é que é a palavra chave!Pirataria é quem lucra com o trabalho dos outros!Partilha é o que mais falta no mundo, e é com isso que eles querem acabar, para pasearem nos seus belos mercedes e bmw´s e comer lavagante ao almoço!Porque o que interessa no final do mes sao os lucros, e nao o serviço que é prestado aos clientes e mto menos aos criadores!Agora gostava de saber pq é que mtas e famosas bandas estao a sair das editoras?pq?pq é que os radiohead meteram o album para download gratuito??será que as editoras sao justas com os verdadeiros criadores??pq é que os guionistas em hollywood fazem greve?afinal grande parte do sucesso das series está nos guiões das mesmas, e eles nao sao compensados por isso!para onde vai o dinheiro?Para os criadores??falam, mas n mostram nada de concreto!Pirataria é quem lucra com o trabalho dos outros!

    eu chamo a estes porcos movimento da ganancia, querem q o dinheiro entre sem mexerem um dedo!!Puta q os fez!

    Chamam de partilha pirataria, isto sim é que é curioso!

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  16. Manuel says:

    Por acaso já pensaram que a permissão e a permissividade que hoje desfrutam apenas acontece porque vocês estão a contribuir, involuntariamente é certo, para a criação, no futuro, de um monopólio comercial.
    Acordem!
    No dia em que aqueles que mandam no mundo quiserem, não haverá espernear pela liberdade e pelos direitos fundamentais que vos livre dessa ditadura. Neste momento o vosso papel é de fazerem o trabalho de limpeza de terreno. Depois, bem depois voltam a ser o que sempre foram. Marionetes!

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  17. Manuel says:

    Accionei o atalho e fui ver o que diziam sobre os Radiohead. E aí li: “O grupo continua a não revelar o valor médio pago por quem descarregou o trabalho online, embora assuma o que se já se esperava. A maioria dos utilizadores não pagou nada.”

    Então como é: A banda coloca o CD na Net sem qualquer obrigatoriedade de pagamento e a maioria dos download’s nem sequer contribuíram com qualquer verba. Ora essa!

    Será que os caríssimos acham que os estúdios de cinema vão pagar 20 milhões de dólares aos actores principais para participarem num filme, e depois vão colocar o filme na Net dizendo que cada um paga o que quer?

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  18. O Manuel parece não estar a compreender o problema aqui.
    A pirataria é ilegal, a lei proíbe e existem mecanismos que permitem aos detentores de direitos actuar, nos dias de hoje.
    Bem demais, deixe que lhe diga.
    Há pouco tempo, saíu de uma prisão portuguesa, um homem, dono de uma discoteca, que foi preso porque a polícia encontrou um CD com músicas gravadas. O homem não reconheceu o CD e é bem provável que o CD fosse de um DJ. Ora, o DJ podia bem ter o CD original e ter feito uma cópia para passar na discoteca e não estragar o original (isto é LEGAL e permitido por lei), mas como não conseguiram identificar o DJ, não puderam provar que assim era, mas pelo menos aquele homem teve direito a um julgamento e teve oportunidade de se defender.

    O que está aqui em causa é que este passo (judicial) deixa de existir e por isso um utilizador que seja denunciado nunca poderá defender-se, e isto vai contra os direitos fundamentais dos cidadãos.

    Por isso meu caro Manuel, pagar o preço de não ter privacidade, de não se poder defender, para combater seja o que for, é um preço que ninguém pode pedir a ninguém. Ninguém.

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  19. Manuel:

    Quanto à situação dos Radiohead, eles também disseram que ganharam, no modelo “cada um paga o que quiser, e se quiser”, mais com aquele album (só neste molde de distribuição, fora as edições em formato físico!) do que com todos os outros da sua carreira. ISTO é uma alternativa viável para os artistas, apesar de haver quem não pague, o resultado final é ainda mais dinheiro.

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  20. Ban1 says:

    Temos outros exemplos além dos Radiohead. O autor Paulo coelho tem muitas das suas obras cedidas de livre vontade. O próprio explicou que conseguiu chegar a mercados como o Russo através deste meio. Acho que se perde demasiado tempo a observar os contras sem aprofundar os prós.
    Temos assistido a outros fenómenos no âmbito musical sem paralelo. Um exemplo: o crescimento exponencial dos festivais de verão e espectáculos ao vivo. É inevitável associar esse crescimento a tendências evidentes nestas gerações emergentes como potencialização das redes sociais permitida pela internet. Mais: eu contínuo a ver os bons artistas a vender, o bom cinema a vender. São precisos é novos modelos comerciais de exploração da música. Claro que as editoras estão a perder poder e isso assusta-as. Agora é inegável que a pirataria é pretexto de muitos maus artistas para a quebra de vendas. A verdade é que grande parte dos artistas concorre agora num mercado global, e não num mercado limitado como antigamente. Daí que haja reflexo nas vendas, além de outros aspectos de conjuntura económica.

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  21. Jose Fraguas says:

    “A pirataria é ilegal, a lei proíbe e existem mecanismos que permitem aos detentores de direitos actuar, nos dias de hoje.”

    Diga como! É que eu provo que aquilo que está a dizer é MENTIRA!!

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  22. A pirataria é ilegal, a lei proíbe e existem mecanismos que permitem aos detentores de direitos actuar, nos dias de hoje.

    Acabei de lhe provar que isto é verdade contando-lhe um caso noticiado nos jornais, um caso que é público, que pode confirmar, de uma pessoa que foi presa, por esses motivos.
    Isto parece-me ser a lei a funcionar. A lei de hoje😛

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  23. Jose Fraguas says:

    Isso é um caso de pirataria física, não se faça de desentendida.
    Explique-me como é que o Ministério Público pode investigar um caso de Usurpação de Direitos feito através de um download/upload ilegal!

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  24. Manifest0 says:

    Caro Jose Fraguas,

    explique-me lá como é que é possível provar que uma pessoa fez um download ilegal. Actualmente os protocolos de p2p são encriptados. Logo gostaria de saber como é que é possivel saber quem descarrega material ilegal.
    http://arstechnica.com/news.ars/post/20080623-mpaa-actual-p2p-distribution-often-impossible-to-prove.html

    Essa medida, IMHO, parece-me que não vai servir para nada para impedir a pirataria, a não ser para os ISPs eliminarem as pessoas que estejam a ter um uso mais elevado da largura de banda (se calhar é melhor deixar de semear o Fedora 10…), ou até mesmo pessoas com opiniões contrárias às correctas, escudando-se nesse argumento.

    Ah! e já agora havia um modelo de negócio que tinha sucesso na net e o que é que lhe aconteceu? Informe-se sobre o allofmp3.

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  25. O senhor José Fraguas deve gostar que lhe vão a casa e lhe vejam o frigorífico, que lhe vejam o guarda-roupa a ver que roupa comprou, ou até ver quanto dinheiro tem na carteira… Se fosse isso, “ai aqui del Rey”!!

    Mas como é ver o que passa na rede de uma pessoa de forma indiscriminada, ah… isso já é bom!

    Agora uma pergunta… Não irão estas directivas contra as leis gerais?

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  26. TonyM: `segundo o princípio de que “quem não deve, não teme”’? Quem define o que devemos, e porque devemos presumir que o estado é pessoa de bem? E neste tipo de evolução legislativa quem mais tem a temer, reais criminosos ou a generalidade de cidadão comuns com os seus de dados retidos em vigilâncias autorizadas à pesca?

    É dramática a persistência do descuido com um aspecto crucial da segurança: a segurança do cidadão face ao estado (e face a associações para-legais/para-policiais tão dadas a ‘protocolos’). Ainda mais num país em que a mentalidade de tolerância (senão mesmo carência) do pidesco e da censura está ainda tão enraízada e se manifesta periodicamente no poder, incluindo em todo o espectro partidário no Parlamento.

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  27. Nuno says:

    Não sei qual é a diferença entre o Webmaster de sites como o piratatuga.net e um traficante de droga.

    O Traficante de droga… geralmente compra a droga ao produtor para vender… agora o webmaster do piratatuga.net é mais esperto… pois é o próprio a fazer o upload dos filmes/jogos/albuns que lança para no final do mes ganhar mais de 4000€ só em publicidade.

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  28. anti MAPINET says:

    só o facto de o senhor MAPINET dizer que eles são os Romanos e a Internet a aldeia de Astérix, já demonstra que foram mal escolhidos e deveriam ser despedidos pelas empresas exploradoras de direitos, pois básicamente usam uma aldeia que representa uma história criada na altura de uma Bélgica e França ocupadas pelos nazis (representados pelos romanos) que era a representação de liberdade e esperança… estes senhores estão a dizer que são a fação má que vai destruir a liberdade e esperança

    Acho que pessoas com um QI a este nível não nos devem deixar preocupados, a Internet vai continuar livre.

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  29. AF says:

    Sim senhor … nem vale a pena responder aos pseudo-argumentos destes pseudo-senhores cívicos. Já melhores pessoas que eu o fizeram mais acima.

    Agora, essa do Asterix …

    Mas que raio de metáfora haviam de ir buscar …

    Vejam lá… existe uma aldeia onde habitam uns tais de gauleses. A aldeia dos gauleses, isto é, do povão.

    Mas alto lá, que aí vem os Romanos … os Romanos, querem tomar a tal aldeia dos gauleses.

    E os ditos Romanos não querem ir pra lá viver, aproveitar o sol e as poções mágicas que são distribuidas e compartilhar … NÃO … querem transformar a dita aldeia em mais uma sucursal de Roma … impôr a Pax Romana…. aproveitar a terra e o que ela tem de bom e construir as suas estradas portajadas e controladas em cima; nada de poções do caldeirão, a partir de agora quem controla e raciona as poções somos NÓS …

    Caros Romanos … ide lá mamar nas tetas da loba Capitulina, e deixai os Gauleses em paz.

    Só mais uma coisinha: deviam ter vergonha de usar Software Livre no vosso site … é nestes momentos que me custa mesmo muito a filosofia GPL …

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  30. Nuno says:

    Oh meu burro do caralho! Tu representas a Aldeia e Nao a Internet! O ppl habituou-se a ter tudo de borla… portanto nao quer pagar nada mas a culpa nao é dos gatunos que roubam todos os dias imagens/musicas/filmes da net. A culpa é de quem lança serviços como MEO/CLIX/ZON que no mesmo anuncio dizem “SE QUISERES VER FILMES A PAGAR TENS AQUI O VIDEOCLUBE ALTAMENTE” | ” SE QUISERES VER FILMES SEM PAGAR TENS AQUI DOWNLOADS ILIMITADOS”

    Portanto…

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  31. Sr Nuno, agradeço que tenha tento na língua, que ninguém nesta casa lhe faltou ao respeito.
    Relativamente ao ponto em discussão, sim, este movimento não cívico é execrável porque quer retirar aos cidadãos direitos fundamentais, para manter os seus lucros, a sua posição económica e isso, sim, é execrável.

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  32. Rudi says:

    Boas, so para perguntar ao Sr Mapinet se responde a alguma das respostas ditas acima!

    O artista ganha mais num concerto que a vender albuns, a Madona ja mandou a sua editora dar uma cruva, porque será? Será que esta a vender as suas musicas na net? A mulher tem 50 anos, mas é inteligente!

    Quero ver os artistas reclamarem das suas musicas andarem ai de borla, Oh peço desculpa… mas até lhes convem porque ganham fãs que pagam 50 euros para ir a um concerto deles! Quanto é que custa um cd?

    Eu prefiro pagar os 2€ por album, que a editora paga ao artista, directamente a ele do que andar a dar dinheiro aos senhores que dizem-se anti pirataria, ganham bem, onde compram a roupa ja de vez? Quanto é que ganham por mes? Ohhh peço desculpa.. mas não é da minha conta não é verdade? se calhar não é da vossa conta o que faço dentro das minhas 4 paredes, com quem falo, deixo de falar, se ando a ver pornografia, ou se mesmo se sou milionario e vivo numa pocilga.

    Mas se os senhores da mapinet são tão santinhos e certinhos, gostaria de dar uma olhadela no vosso IRS, Ordenados, coisas que possam ser ilicitas, incluindo calças de gangas compradas na feira! se não é da nossa conta… ora bem aqui esta uma faca de 2 gumes, tasse a cortar a si proprio sem querer, mas se quer se cortar então faça favor de responder as minhas questões! se não… então deixe se estar calado, e feche a MAPinet.

    E antes de falar dos outros olhe para o seu umbigo, pode estar a meter o seu filho/a na cadeia sem querer😉

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  33. Ilegal says:

    Pirataria ou não pirataria. Blá Blá Blá.
    Acham justo pagar 20 € por um dvd ?
    Sabem o que é um R5 ?
    Informem-se e depois digam se acham justo.
    Se calhar assim comprava-se muito mais daquilo que se compra. Falo por mim.
    Eu comprava. Se em Portugal houve-se. Não há. Não compro.
    Ao menos não andam com bons carros à minha custa.
    O os ladrões somos nós ? Coitadinhos.

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