10 de Outubro de 2008

Foi hoje.

PS, PSD e CDS-PP chumbaram as propostas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Manuel Alegre quebrou a disciplina de voto e juntou-se aos votos do PCP, BE e do Partido “Os Verdes”. – Antena 1

Os “jovens” socialistas:

“A bem do resultado final que pretendemos, e porque fomos vencidos quanto à liberdade de voto que desejávamos, vamos respeitar a disciplina como sempre fizemos”, explicou Rita Neves, que ontem foi porta-voz deste grupo. – Público

Mas que jovens são estes, que aceitam uma “ordem”, quando está em causa a liberdade das pessoas?

O PS:

afirma que a oposição aos projectos em discussão não é sobre o seu “conteúdo programático”, mas sobre a sua “apresentação política extemporânea” – Público

Mas que políticos são estes que têm a lata de nos dizer que a liberdade das pessoas, a não-discriminação, está fora do tempo próprio. Mas a liberdade, a não-discriminação, tem tempo próprio?!

10 thoughts on “10 de Outubro de 2008

  1. ovigia says:

    boas Paula,

    os jovens dos partidos são simples marionetas, aliás a grande maioria dos deputados o são.

    e o problema reside na própria fábrica da nossa democracia, nós não votamos nos deputados, votamos nos partidos e são eles que colocam quem muito bem querem nesses lugares e as pessoas que vão para eles sabem que têm de votar segundo o que o partido manda, pois se não o fazem, para a próxima não vão para aquelas mordomias.

    cumprimentos,

    rjnunes

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  2. A propósito do que O Vígia disse: seria uma interessante ideia que alguém (jornalistas?) entrevistasse os candidatos a deputados. Em especial os dos 2 partidos maioritários, alminhas bem menos conhecidas.

    Todo este processo foi vergonhoso para o PS. Espero que o tiro lhes saia pela culatra.

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  3. ovigia says:

    boas,

    a ideia da Maria João Valente seria interessante, mas mais uma vez temos um problema, primeiro porque não existe grande interesse nos nossos media fazerem-no uma vez que eles próprios beneficiam com isso, basta ver a história das casas da CMLisboa para se perceber isso: http://citadino.blogspot.com/2008/10/mrio-crespo-pactos-de-silncio.html

    a única possibilidade é mudar a lei eleitoral, e torná-la como a inglesa por exemplo.

    cumprimentos,

    rjnunes

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  4. Estamos em pleno acordo. Liberdades individuais acima de tudo. A liberdade para eu me casar com quem quiser.

    É curioso e é pena que essa liberdade que apregoas se limite aos aspectos sociais. Quando passamos à vertente económica, a liberdade acaba e entram as imposições, regulações e intervenções por um grupo restrito de pessoas — eleito “democraticamente” — que se afigura (mas não tem) ter mais informação que os próprios agentes do mercado.

    Incoerências.

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  5. Mário,
    Deixa-me explicar-te o que eu defendo. Eu defendo que todas as pessoas devem ter toda a liberdade, desde que isso não restrinja a liberdade dos outros.

    É muito simples. É isto que eu defendo e é isto que eu sempre defendi e defenderei.

    No caso deste post, a liberdade de duas pessoas do mesmo sexo se casarem não restringe nenhuma liberdade das outras pessoas.

    Relativamente à vertente económica, não sei do que estás a falar: não escrevi nada sobre economia neste post.
    De qualquer forma, a minha posição é e será sempre “todas as pessoas devem ter toda a liberdade, desde que isso não restrinja a liberdade dos outros”, em qualquer área da vida.

    Não te posso responder mais do que isto, uma vez que este post não fala de economia e tu não concretizas o que queres dizer. Aliás, tens esta tendência de falares bugalhos em posts de alhos. Ainda assim, e porque não faço questão de ter os comentários organizados por posts, se quiseres concretizar o que dizes de forma geral sobre a economia aqui, terei o maior prazer em explicar-te a minha posição.
    Da forma geral como colocas o teu comentário, a minha resposta só pode ser aquilo que comecei por dizer neste comentário.

    E, sim, a liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros.

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  6. Óptimo. Então concordas, por sequência lógica dessas premissas, que ninguém (o Estado) tem nada a ver com os contratos que duas pessoas celebram, nomedamente um contrato de trabalho. Concordas que compete aos intervenientes e somente aos intervenientes no contrato definir os seus termos e que se um quiser pode, por livre iniciativa, despedir-se e, de forma análoga, despedir.

    Não consigo tirar outra conclusão, lendo o teu post e explicação, que também estás, por exemplo, a favor da liberalização do despedimento.

    É off-topic, e peço desculpa por isso, mas achei interessante apontar essa incoerência, tendo em conta que estamos de acordo quanto à questão do casamento homossexual, porque eu de facto defendo todas as liberdades individuais.

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  7. Não, Mário, não. Tu estás a falar em “liberdade total” e eu estou a dizer-te que “liberdade total” não existe.
    Já dei este exemplo ao Alcides, que pelo exagero que contém, me parece bastante explícito para compreenderes o que quero dizer:
    Tu tens toda a liberdade, até ao momento em que interferes com as liberdades das outras pessoas:
    Exemplo: tu não tens a liberdade de tirar a vida a uma pessoa, porque isso interfere com a liberdade que essa pessoa tem de viver.
    Suponho que concordas com isto?
    Outro exemplo, a Constituição proíbe a escravidão, isto é, mesmo que uma pessoa queira ser escrava de outra, ela não pode.
    Concordas também com isto?

    Se concordas com qualquer uma das afirmações anteriores, o teu discurso é incoerente, segundo a tua ordem de ideias.

    Tu pareces defender que um dono de uma empresa pode despedir um funcionário só porque acordou mal disposto e lhe apetece despedir alguém.

    Ora, segundo o que eu defendo, a liberdade de um dono de uma empresa de despedir alguém só porque lhe apetece, colide com a liberdade e o direito ao trabalho dessa pessoa, que aliás está consagrada na Constituição do teu país:

    “Direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores
    Artigo 53.º
    (Segurança no emprego)

    É garantida aos trabalhadores a segurança no emprego, sendo proibidos os despedimentos sem justa causa ou por motivos políticos ou ideológicos.”

    O teu problema é o mesmo problema do Alcides no caso do Software Livre: estás a ver a liberdade de um único ponto de vista: o dos donos das empresas, como se só eles fossem indíviduos, como se as outras pessoas não o fossem e não tivessem liberdade.

    Má notícia, Mário: um trabalhador tem tanta liberdade como um dono de uma empresa😛

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