Do amor aos livros

Tenho de voltar à revista Ler e à entrevista ao António Lobo Antunes para vos falar do amor aos livros:

Carlos Vaz Marques: O que é requer de uma editora?
António Lobo Antunes: O mesmo amor que eu pelos livros. Que este amor seja partilhado. Por exemplo, tinha a ideia de fazer uma colecção para pôr as pessoas a lerem livros.

CVM: Foram publicados dois até agora.
ALA: Sim, saíram dois e não vai sair mais nenhum.

CVM:Porquê?
ALA: Não posso conceber que no fim do livro do Tolstoi venha propaganda aos livros que lá estão. Não o posso conceber. Tolstoi não pode ter ninguém ao pé. Pediram-me um pequeno prefácio.
(…)
O Livro é tão complexo e tão rico. Falava lá, pela rama, no Lukács, que negava que fosse um livro sobre a morte, etc., por aí fora. Contracapa do livro: “Este livro aborda o tema da morte” Dá vontade de não escrever mais para aquilo, não é? Quer dizer, não têm o direito de fazer isto ao Tolstoi. Primeiro, os livros não abordam nada, porque não são corsários. E, segundo, não é de facto um livro sobre a morte.
(…)
Fiquei revoltado com isto tudo
(…)

Na revista Ler de Maio de 2008, já disponível nos quiosques.
(Bolas! Já a li quase toda, várias vezes, e agora só para o mês que vem!)

O livro a que António Lobo Antunes se refere (magnífico, por sinal):

Tolstoi book

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