O teu cartão de estudante também traz RFID?

Recentemente, chegou-me a casa o meu cartão de estudante da Caixa Geral de Depósitos. Na carta que o acompanhava dizia que este cartão estava cheio de funcionalidades de tecnologia avançada, entre as quais, uma antena contactless.

Eu, que sou leiga nestas tecnologias, acabei por perceber que isto está relacionado com a chamada tecnologia RFID.

Devo dizer que considero que esta tecnologia tem um enorme potencial. Não só como forma de substituir chaves como para até pequenos pagamentos, como por exemplo em transportes ou fotocópias. Quem não se lembra do Porta-Moedas Multibanco? (que acabou por ser um falhanço)

Já não me agrada que este tipo de tecnologia esteja associada a um cartão que está associado à minha conta bancária, que embora magrinha é a única que tenho, ainda que esteja a falar de um cartão de débito e eu acredite que não haja perigo.

Posto isto, e porque o meu conhecimento sobre os problemas desta tecnologia é maior do que as garantias dadas, resolvi dirigir-me  à Caixa Geral de Depósitos para perceber porque é que eles achavam que eu ía precisar desta tecnologia e que como é que esta tecnologia funcionava.

Nas duas agências a que me dirigi, nos telefonemas que fiz, quer para a agência central, quer para o contacto do Cartão Universidade Politécnico (CUP), ninguém parecia saber do assunto. Nem o que era, nem para que servia. Alguns funcionários até afirmaram desconhecer que tal tecnologia era possível. Depois de alguma insistência, responderam-me do CUP que a Universidade poderia utilizar esta tecnologia para, por exemplo, autorizar a entrada em estacionamentos ou edifícios.

Acabei por pedir que retirassem a associação da minha conta bancária ao cartão. Dei-me ainda ao trabalho de perguntar que dados estariam no cartão ao que me responderam que era a minha Faculdade a responsável por colocar lá informação.

Não tenho qualquer problema em ter os dados do meu percurso escolar no meu cartão de estudante e, neste momento, não tenho, que eu saiba, nenhum tipo de autorização especial para entrar em edifícios ou estacionamento, mas como em todo o tratamento de dados electrónicos parece-me apenas justo que o utilizador possa ter acesso a eles e decidir o que quer seja facilitado ou não.

Assim que tiver um tempo livre lá irei à Faculdade saciar a  minha curiosidade. Esperemos que não tenha sido CGD a dar-lhes formação nesta área😀

4 thoughts on “O teu cartão de estudante também traz RFID?

  1. A adopção do RFID como sistema de identificação electrónica é um processo imparável, acredita.

    Indústria cresce 60% ao ano e ganha cada vez mais força.

    Em Portugal temos RFID nos transportes (Lisboa, Porto, …) controlo de acessos, na saúde, o sistema de portagens com mais anderentes em toda a Europa (Via Verde)…

    e sim, já quase todos temos chip-card no banco e vamos acabar por ter RFID mais tarde ou mais cedo

    “eGovernment News – 26 March 2007 – EU Institutions – Policy and Strategy. “The European Commission announced its proposals for a smart radio tag (RFID) strategy for Europe on 15 March 2007, after a year of Europe-wide public consultation. Privacy concerns will be addressed in particular, in order to increase consumer confidence and to safeguard Europe’s position in a market experiencing 60% growth worldwide…””

    Como podes ler, a comissão europeia está preparada para lidar com os problemas de privacidade (no sentido de ganhar a confiança do público) com vista a uma adopção generalizada.

    Está por exemplo em marcha, um projecto a nível global para subsituir os sistemas de ID dos produtos (na europa, o EAN – aquilo que garante que o código de barras do leite condensado mimosa é diferente do mp3 player xpto) por um sistema global EPC, baseado em RFID e não mais em código de barras.

    Comissão Europeia:
    http://www.rfid-in-action.eu/public/final-reports

    Ecos:
    http://arstechnica.com/news.ars/post/20080222-eu-seeks-privacy-safeguards-with-rfid-tags.html
    http://www.egov.vic.gov.au/index.php?env=-categories:m2015-1-1-8-s-0&reset=1

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  2. Acredito que seja imparável e reconheço que há inúmeras situações onde esta tecnologia facilita de forma positiva a vida. Eu própria já uso algumas (transportes, por exemplo).
    Há outras situações que considero que deve ser o utilizador a decidir se quer ou não essa tecnologia. Neste caso em particular, não me parece crítico (digo eu que sou uma leiga nesta matéria), mas noutros países este sistema foi aplicado em cartões de crédito, que podes usar sem teres o cartão contigo, bastando a informação que está no próprio cartão.
    Há tempos alguém me dizia que não era crítico porque essa informação está também impressa no próprio cartão, mas o facto é que o dono de um cartão desses não o vai deixar na mão de alguém com tempo suficiente para esses dados serem retirados.
    No fundo, há tecnologia fantástica em determinadas situações, que noutras pode ser terrível.
    Não pretendo de forma alguma boicotar o serviço baseado nesta tecnologia, quero é poder escolher as situações em que a vou usar. E perceber muito bem como funciona🙂

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