
Frank Lloyd Wright
I’m all in favor of keeping dangerous weapons out of the hands of fools. Let’s start with typewriters.Melencolia in the House

Uma das coisas que mais me agrada nesta cidade de Lisboa é esbarrar constantemente em locais com livros. Sejam as feiras onde se encontram às vezes verdadeiros achados – comprei recentemente “No Bosque do Espelho”, “O Gato de Uppsala” e dois policiais, cada um por cinco euros – sejam as feiras de livros usados, sejam os alfarrabistas onde de vez em quando descubro mais uma Vampiro Magazine ou as livrarias.
Quando digo livrarias, quero mesmo dizer livrarias. Daquelas a sério. Que cheiram a livrarias. Daquelas verdadeiras. Daquelas que não têm nada a ver com a Fnac.
Hoje – e finalmente – lá fui à consulta para mudar as lentes dos óculos, que estas já não fazem o seu serviço como deve ser e, enquanto esperávamos, o Marcos lembrou-me que estávamos perto de uma livraria deliciosa a que fomos uma vez: “Sabes, aquela onde conseguiste aquele livro, do qual só tinhas o segundo e terceiro volumes, “Os Sonâmbulos”".
Depois de alguma discussão, “Seria a Pó dos Livros?” – que eu sigo alguns blogs de livrarias que me parecem uma delícia, mas que por uma razão ou outra ainda não visitei. Não, no meio de uma conversa baralhada, lá chegámos à conclusão de que ele falava da Livraria Trama e que esta não era ali, mas com a ajuda do telemóvel lá fomos ao blog da livraria Pó dos Livros, para confirmar a morada e ver se ficava ali perto ou não. E, sim, ficava!
Há alguns livros que se podem comprar em qualquer lado, mas outros há cujo acto de escolha e compra faz parte do gosto que lhes temos. Como se esse pré-tempo já fizesse parte da leitura que vamos fazer. “O Outro” de Kapuscinski é um desses livros. “Uma longa viagem com António Lobo Antunes” é outro.
Apesar de ter já ultrapassado o meu limite, não resisti a trazer esses dois. Ficou lá o “Caderno Afegão” – outro desses tais -, e outros, tantos outros, que é melhor não nomear e pensar neles depois, quando puder lá voltar.
Uma das primeiras coisas que pedi foi o cartão de cliente. Qualquer pessoa que veja este vídeo, não vai conseguir resistir a ir à Pó dos Livros e pedir o seu cartão de cliente. E agora que tenho o meu cartão de cliente, voltarei lá, sempre que puder comprar aqueles livros que merecem ser comprados em livrarias. Daquelas verdadeiras.
PS – Gostei tanto da livraria, com as suas estantes pretas, de onde nos surpreendem máquinas de escrever, relógios, rádios e outros objectos de tempos idos, paredes rôxas, gavetas que escondem livros e mesas forradas a livros antigos que mesmo sem cartão de cliente voltaria lá na primeira oportunidade. Mas shhh! não lhes digam nada
So, you know the rule: for each CD, DVD, Ebook that I found with DRM, I’ll post here an alternative free of DRM. A few weeks ago, I didn’t buy Hot Five, Hot Seven CD from Satchmo, because it was from Sony Music (I don’t give money to Sony, which supports DRM), so I decided to share with you two films that do not have DRM, that are in public domain, free and one of them is a master piece of german expressionism.
The first one is Faust: Eine deutsche Volkssage, a 1926 silent movie from F.W. Murnau and his last German production before leaving for Hollywood.
You can see it/download it here.
And if you like it, maybe I could tempt you to read Faust, a Tragedy from Goethe, accessible from Gutenberg Project. I have the fortune of having the paper book, in a Portuguese translation by Agostinho D’Ornellas, revised and annotated by Paulo Quintela and published by University of Coimbra in 1953.
The second film is based on the Agatha Christie’s book And Then There None (original title: Ten Litle Niggers – click to know more about it). Agatha Christie is one of my favorite writers and this book one of her best.
I’ve been updating EuroMACHS’ blog with some posts on Digital Humanities and some useful tools like Zotero and Omeka.
I wrote a post on EuroMACHS blog about digital preservation, a very important issue nowadays and not only to historians or digital humanities people.
Feel free to go there and to comment on this matter.