Extra! Extra! Ler nas bancas!
Depois de algum tempo, a Ler volta às bancas, com periodicidade mensal. Este número é delicioso. Já dei por mim a ler várias vezes os mesmos artigos.
Um dos que mais me impressionou foi a entrevista ao António Lobo Antunes. Tenho uma relação estranha com este escritor: nunca li nenhum livro dele, mas leio sempre as (poucas) entrevistas que dá e tenho até o livro que devorei “Conversas com António Lobo Antunes”, da directora do Babelia do El Pais.
Deixo-vos apenas uma das perguntas e resposta:
Carlos Vaz marques: Nos últimos anos tem havido uma enorme vaga de popularidade em torno do romance histórico: tira alguma conclusão disso?
António Lobo Antunes: Não é um fenómeno dos últimos anos, isso sempre existiu. Todo o romance é histórico. Aí entramos em terreno pantanoso, que é o terreno da não-literatura. As pessoas compram isso da mesma maneira que vêem novelas. Não exige uma atitude activa do leitor. Estamos ali a receber aquilo passivamente. Mas isso sempre existiu. Sempre há-de existir. Não faz mal a ninguém. Enquanto lêem aquilo não se drogam. Já não é mau. Agora, fazer livros é uma coisa, ser escritor é outra. Quando algumas das pessoas que fazem esses livros dizem “Pus os portugueses a ler”…
(destaque meu)
No geral, fiquei muito impressionada com toda a revista. Não há tempo, nem espaço para vos falar de tudo: corram ao quiosque mais próximo e comprem-na. Acreditem que vale bem os cinco euros.
E já agora, o Blog oficial da revista
http://ler.blogs.sapo.pt
Fixe fixe é a parte do “Oh Carlos, se me quer arranjar rivais, arranje-me alguém do meu tamanho!”