Frank Lloyd Wright
I’m all in favor of keeping dangerous weapons out of the hands of fools. Let’s start with typewriters.Melencolia in the House
Daily Archives: April 22nd, 2008
Acabou. Estou farta. Depois de receber oito emails (oito!) com attachments de 8 e 9 MB de powerpoints e vídeos que não interessam a ninguém criei um filtro no gmail: if email from you then delete it.
Eu pensava que por esta altura, o pessoal colocava os videos no youtube, os powerpoints no slideshare e as fotos no flickr. Mas não. Estava completamente enganada: o pessoal continua a mandar emails com attachments de tamanho nada razoável…
O Take Off 2008 teve lugar no sábado passado, uma vez mais no auditório do DEI. Antes demais, os meus parabéns à organização, já que no geral foi um excelente evento.
Já várias pessoas escreveram sobre o assunto, de forma que vou deixar aqui algumas notas de reflexão que me surgiram, sobre a primeira apresentação:
Uma das coisas que mais me impressionou foi ter notado alguma antipatia por aquilo que se chama incubadora de empresas, o que me faz pensar que houve pessoas com experiências negativas. Se o leitor é uma delas e se tiver um tempinho, agradecia que colocasse nos comentários a sua opinião.
A primeira parte da primeira apresentação não foi de uma incubadora, mas sim do Laboratório de Informática e Sistemas do Instituto Pedro Nunes, que pode funcionar como pré-incubação, termo que talvez tenha estado na origem de alguma confusão.
Um aluno de final de curso que tenha uma ideia interessante pode ter, para desenvolver a sua ideia, no LIS:
- uma bolsa mensal;
- um espaço físico;
- internet;
- material;
- uma imagem;
- um contacto institucional;
- contactos com pessoas que criaram a sua própria empresa;
- contactos que lhe possibilitem arranjar clientes.
Quando e se, o aluno tiver um projecto para um cliente, o LIS fica com 30%. Ora, tendo em conta que o aluno não precisa de criar uma empresa, que pode experimentar se a sua ideia tem aceitação no mercado, sem correr qualquer risco, porque te parece mau negócio, Vítor? Ou porque te custa a perceber, Mário?
Eu admito que não conheço muito bem o panorama nacional, nesta área, embora num intervalo do Take Off tenha falado com alguém, do qual não fiquei com o contacto, sobre o facto de existir algo semelhante na Universidade do Porto, a que chamam Empresa Junior, embora no caso da UP seja algo dentro da Universidade, enquanto que o IPN é uma instituição com autonomia.
Mas quantas instituições conhecem vocês que façam isto?
Passado algum tempo, o aluno ou recém-licenciado vê se a sua ideia está em condições de originar uma startup ou não. No segundo caso, não perdeu nada e até tentou. No primeiro caso, o aluno pode passar então, se quiser, à incubadora, onde aí terá ao seu dispor serviços que o possam ajudar a criar a sua empresa, desde o plano de negócios, passando por questões legais e éticas, propriedade intelectual, tipos de investimento a que se pode candidatar ou conseguir, etc.
Uma outra observação na qual fiquei a pensar, foi aquela que alguém mencionou que essas coisas como o plano de negócios podem ser aprendidas nos livros. Teoricamente tudo pode ser aprendido nos livros, mas a verdade é que se tivermos ao nosso lado pessoas com experiência nessas áreas torna-se tudo mais fácil e rápido (até porque as coisas variam de país para país).
Como já afirmei, não conheço a realidade das incubadoras em Portugal, mas do pouco que ainda conheço da incubadora do IPN (agora sim, falod a Incubadora e não do LIS) parece-me um serviço bastante importante, ajudando em todas as questões burocráticas e físicas.
Ajudas com investimentos, plano de negócios, candidaturas, capital de risco, ambiente onde se pode contactar outras pessoas com empresas já criadas ou em criação, parecem-me os serviços essenciais.
Em que outras questões poderia uam incubadora ajudar? Porque como a apresentação do Mário Valente deu a entender muito bem, podemos falar de experiências de outras pessoas, mas o empreendedorismo não se ensina. É possível ajudar em vários passos do processo, mas (até por definição) no resto cabe ao empreendedor mexer-se
Por isso é que é empreendedor, avança por caminhos que não foram trilhados antes
Deixava aqui o repto aos leitores:
- Que más experiências tiveram com incubadoras e porquê (não precisam mencionar os nomes)?
- Que esperam de uma incubadora e que tipo de serviços/apoios gostariam de ver numa incubadora?
- Conhecem outras instituições que façam pré-incubação? Em que moldes?
