Hoje é um dia triste. A International Standards Organization (ISO) vai anunciar a aprovação do Microsoft OOXML.
Não se compreende como é possível que seja aprovado o resultado de um processo cheio de falhas.
Como pode a ISO aprovar o MSOOXML, tendo em conta que:
- Em Portugal, a comissão formada para recomendar o voto foi presidida por um funcionário da Microsoft;
- Em Portugal, a participação da Sun foi impedida por esta comissão, pela razão de não existirem cadeiras suficientes na sala onde a reunião iria decorrer, literalmente;
- A presidente da European Academy for Standardisation alertou para o facto de esta aprovação entrar em conflito com as regras da Organização Mundial do Comércio;
- Na Suécia, existiram irregularidades, com a admissão pela Microsoft de subornos feitos às empresas participantes;
- Há evidências de a Microsoft ter inflenciado os votos de aprovação nos Países Nórdicos;
- Foi levantado um processo de investigação formal na Noruega, pelo Ministério do Comércio e Indústria, de forma a invalidar o voto de aprovação daquele país, tendo sido a ISO informada;
- No Reino Unido, vai ser levantada uma queixa formal;
- Em Janeiro deste ano, a Comissão da União Europeia formalizou uma investigação à Microsoft por suspeitas de abuso de posição dominante;
- Existência de irregularidades na Alemanha e Croácia;
- Etc, etc;
Eu poderia continuar a dar exemplos de irregularidades neste processo. Há demasiados exemplos, em centenas de sites, quer de pessoas que estiveram dentro do processo, quer de organismos isentos como a União Europeia.
Se um processo de votos, contém irregularidades, esse processo deve ser anulado. Não se compreende como é possível que havendo suspeitas a este nível a ISO aprove o MSOOXML como um standard. Não se percebe.
Hoje, com a aprovação do MSOOXML e a análise de todo o processo, ficamos a saber que a Microsoft não tem pejo de ir ao limite dos limites e há quem a deixe.
Em certas comunicações por email, eu costumava enviar os documentos em vários formatos (odt, doc e pdf) para cobrir as possibilidades de abertura imediata dos documentos pelos destinatários.
A partir de hoje, formatos da Microsoft não entram, nem saem mais desta casa.