Monthly Archives: April 2008

Quando no final do ano passado decidi que estava na altura de arranjar net móvel e sem saber como os três operadores se comportavam em Linux ou se seria fácil de os configurar, decidi experimentá-los, valendo-me dos 15 dias que possibilitam aos utilizadores confirmar se estão satisfeitos com o produto.

Comecei pelo Kanguru e verdade seja dita tudo funcionou e fiquei bastante satisfeita com a velocidade mais do que suficiente para as minhas necessidades.

Hoje vejo na Exame Informática que o tema de capa é precisamente qual dos três operadores oferece melhor serviço e verifico que ganha o Kanguru, seguido de perto pela Vodafone.

É certo que o estudo não tem base científica, mas com mais de mil medições espalhadas por 55 pontos do país já dá para ter uma ideia.

O meu Kanguru continua a portar-se muito bem, quer em Lisboa, Coimbra ou no Comboio entre uma e outra! :-)

Para aqueles que preferem web apps, mas começam a ficar fartos de terem de usar diferentes aplicações para cada necessidade, o OpenGoo pode vir ser uma boa solução: para já integra Office (document, spreadsheet e presentation) e Project Management (algo similar ao projectpier, que substituiu o activecollab ou basecamp) e na próxima versão já vai suportar integração com email.

Sendo Open Source, o OpenGoo tem como único objectivo “to make the best Web Office. Period.”. E a continuar assim, são bem capazes de conseguir :-)

All media work us over completely. They are so pervasive in their personal, political, economic, aesthetic, psychological, moral, ethical, and social consequences that they leave no part of us intouched, unaffected, unaltered. The medium is the massage. Any understanding of social and cultural change is impossible without a knowledge of the way media work as environments.

All

media

are

extensions

of

some

human

faculty-

psychic

or

physical.

McLuhan, Marshall and Fiore, Quentin. The Medium is the Massage – An Inventory of Effects. Gingko Press: 2001. p. 26.

Tenho de voltar à revista Ler e à entrevista ao António Lobo Antunes para vos falar do amor aos livros:

Carlos Vaz Marques: O que é requer de uma editora?
António Lobo Antunes: O mesmo amor que eu pelos livros. Que este amor seja partilhado. Por exemplo, tinha a ideia de fazer uma colecção para pôr as pessoas a lerem livros.

CVM: Foram publicados dois até agora.
ALA: Sim, saíram dois e não vai sair mais nenhum.

CVM:Porquê?
ALA: Não posso conceber que no fim do livro do Tolstoi venha propaganda aos livros que lá estão. Não o posso conceber. Tolstoi não pode ter ninguém ao pé. Pediram-me um pequeno prefácio.
(…)
O Livro é tão complexo e tão rico. Falava lá, pela rama, no Lukács, que negava que fosse um livro sobre a morte, etc., por aí fora. Contracapa do livro: “Este livro aborda o tema da morte” Dá vontade de não escrever mais para aquilo, não é? Quer dizer, não têm o direito de fazer isto ao Tolstoi. Primeiro, os livros não abordam nada, porque não são corsários. E, segundo, não é de facto um livro sobre a morte.
(…)
Fiquei revoltado com isto tudo
(…)

Na revista Ler de Maio de 2008, já disponível nos quiosques.
(Bolas! Já a li quase toda, várias vezes, e agora só para o mês que vem!)

O livro a que António Lobo Antunes se refere (magnífico, por sinal):

Tolstoi book

No site do Tellico, podem ver quais as alternativas que há a esta aplicação, o que não deixa de ser agradável ou sinónimo de uma segurança de como a aplicação é boa.

O Tellico permite organizar livros, bibliografia, BD, vídeo, música, moedas, selos, vinho, …… <- insira aqui o que quiser porque pode mesmo criar uma colecção inteiramente nova ou editar todos os campos das que tem by default.

Além de tudo isto, é open-source, o que significa que proliferam scripts e plugins consoante as necessidades dos utilizadores.

Uma das questões nestas coisas é conseguir que o Tellico encontre na internet e automaticamente informação sobre o livro português que eu comprei ou que eu li e que não está na Amazon ou nos outros serviços onde se pode escolher procurar.

Como não sei programar, pedi ao Marcos que quando tivesse um tempinho me pudesse fazer um script ou plugin que reconhecesse os isbn de livros portugueses.

Não há plugin, nem script, mas enquanto fiz o jantar, o Marcos conseguiu encontrar a informação do Porbase necessária à pesquisa. Assim, basta fazerem, no Tellico, settings -> configures tellico -> data sources -> new e inserirem a informação da figura abaixo.

Obrigada, Marcos!

porbase