AudioLivro Expresso Agatha Christie
Hoje passei num instantinho pela biblioteca para requisitar um livro que o meu pai me pediu. Ao passar por aquelas estantes repletas de livros de fazer inveja, deparei-me com estes audiolivros do Expresso:

Primeiro não queria acreditar, depois peguei-lhes. Li na capa “Contos narrados por Fernando Alvim” e fiquei com a sensação de afinal não ser tão bom quanto esperava. Não pelo Fernando Alvim, claro, mas porque os livros que têm um actor/leitor para cada personagem tornam-se muito mais interessantes. Exemplos há para aí bastantes do tempo da rádio.
Requisitei e enquanto saía da biblioteca fui deitando o olho ao livro que acompanha o CD: fiquei furiosa.
Na página 23, última antes da ficha técnica, escreve-se
“De longos e murchos bigodes, Poirot é um homem baixo, com a cabeça em forma de pêra…”
Antes demais não só Poirot não tem bigodes murchos (Sacré! Sapristi!), como utiliza um produto (uma espécie de goma, se bem me lembro) para manter le moustache perfeitamente rígido.
Poder-se-ia pensar que é apenas um lapso, não fosse le moustache o orgulho e marca de Poirot, havendo mesmo um livro em que Poirot aposta o seu bigode contra o cachimbo de um detective da Suretê.
Além disso, a cabeça de Poirot não é em forma de pêra, mas sim de ovo. Não me parece que ambos sejam confundíveis, mas se tivermos em conta que, para o detective belga, só o facto dos ovos não serem todos do mesmo tamanho já lhe complicava os nervos e que tinha uma obsessão pela ordem e pelas formas geométricas, seria demasiado penoso vê-lo suportar uma cabeça em forma de pêra!
Foi assim que me passou a vontade de ouvir o AudioLivro.
Já me tinha queixado antes destas descrições que acompanham as colecções distribuídas pela imprensa. Começo a acreditar que os escolhem a dedo…
Lisboa: o que o turista deve ver
Pouco antes da Feira do Livro de Lisboa (sei que foi pouco antes, porque pouco tempo depois vi, na feira, o livro bem mais barato) eu e o Marcos comprámos o livro de Fernando Pessoa intitulado Lisboa o que o turista deve ver. Lembro-me que aterrámos n’A Brasileira a folhear o livro e que decidimos, um fim-de-semana em que tivéssemos mais tempo, percorrer Lisboa tendo por guia o livro de Pessoa, registando com fotografias e depois algum texto, no blog.
Hoje, através do meu FriendFeed, descobri que alguém fez um site que torna esta ideia bem mais fácil de realizar, criando uma versão interactiva do livro de Pessoa.
Merci, Philippe Gambett
Descobertas novas cenas do Metropolis
A notícia é fantástica: foram descobertas num arquivo de um museu de Buenos Aires, Argentina, cenas do famoso filme de Fritz Lang, Metropolis, que se julgavam perdidas há 80 anos.
Helmut Possman, director of the Friedrich-Wilhelm Murnau foundation, which holds the rights to Metropolis, said the uncut film, which is badly scratched, would be made available to the public after it had been restored.
Sapo Summer Bits
O SAPO e a Associação Ensino Livre lançam hoje dia 8 de Julho o programa SAPO Summer Bits. Neste programa são oferecidas bolsas a estudantes, de todos os graus de ensino ou proveniências (maiores de 18 anos e com vínculo a Escola/Universidade Portuguesa), para que desenvolvam código para projectos de Software Livre, já existentes ou completamente novos. As ideias com maior impacto tecnológico e social serão financiadas com 2500€ ao longo de três meses.
Mais informação aqui.
Avatar’s teleport between Virtual Worlds
I think this is one of the features most expected, in Virtual Worlds area. Second Life’s Linden Labs and IBM announced today that “research teams from the two companies successfully teleported avatars from the Second Life Preview Grid into a virtual world running on an OpenSim server, marking the first time an avatar has moved from one virtual world to another.“
“Estavas a sacar, era?”
Acredito que deveria ser fácil ligar-me à wireless eduroam de qualquer instituição de ensino superior público, com as credencias da minha Universidade, mas não é. Por isso, ando sempre com um cabo de rede atrás e no caso da wireless não funcionar procuro as fichas na parede.
Foi o caso. Uma rapariga, que também pretendia ligar um cabo de rede na ficha ao lado, virou-se para mim e disse:
“Desculpa, acho que toquei no cabo e deves ter ficado sem net. Estavas a sacar, era?”
Perante o meu ar de espanto ainda acrescentou nova desculpa se por acaso interrompeu algum download.
A coisa mereceu ares de post porque, ultimamente, vejo pessoas a assumirem publicamente que “sacam” ou a publicarem ou mostrarem screenshots do desktop com o cliente de torrent e respectivos valores de download e upload.
A mim pouco me importa se as pessoas sacam ou não. O meu receio é que certas organizações usem estes comportamentos como desculpa para limitar ainda mais o acesso aos conteúdos. O meu receio é que entidades como governos ou a União Europeia aceitem essa desculpa.
Opinião: não LEYA, leia
E eis mais um post atrasado. Todos ouvimos falar na “birra” da LEYA, para levar a sua avante, de ter,na feira do livro, as suas próprias barracas. Todos soubemos que a pressão da Câmara de Lisboa levou a que a LEYA levasse a sua avante.
Eu quero é agora falar-vos do resultado. Uma Feira do Livro deve ser uma festa do livro. Devo dizer que me agradam as barraquinhas tradicionais: os livros muitos juntinhos, que percorremos com o dedo, enfiarmos a cabeça de baixo do plástico, quando está a chover, olhar para as lombadas lá dentro e pedir para ver, aproveitar para falar com aquelas pessoas, cujo trabalho se desenrola perto dos livros, todo o ano, percorrer as barraquinhas de livros antigos, sob a torreira do sol e estendermo-nos na relva fresca, a apreciar a sombra e as aquisições.
Mas as barracas pouco importam, o que importa é descobrir livros e falar com quem está nas barraquinhas, mesmo quando nos atiram um “ah, tínhamos lá muito disso, mas ficaram estragadas com a humidade e deitámos tudo fora”, que nos arrepia até à raiz dos cabelos.
O que importa é podermos ver e mexer e aspirar o diferente aroma de cada livro. Isso é que importa. Sentir o aroma de uma editora que ama os livros.
O resultado da “birra” da LEYA foi só um: em vez de se integrar na Feira do Livro de Lisboa, colocou as suas barracas vermelhas e brancas em círculo fechado, auto-excluindo-se de todas as outras. Em cada entrada, alarmes iguaizinhos aos hipermercados, com o respectivo segurança ao lado. Prateleiras com livros em exposição, como bibelots. E, no meio, caixas, como no supermercado. E, ainda no meio, um espaço para os pais deixarem os putos?
Assim, a LEYA tornou o exterior, as barracas em vez dos livros, o mais importante da sua feira. E recebeu-me à entrada, dizendo-me que eu poderia ser um potencial ladrão.
A experiência de ir à Feira do Livro é exactamente isso: ir à Feira do Livro. Se eu quiser ir ao supermercado do livro, vou à Fnac.
Por isso, a LEYA para mim acabou-se, o que significa que ASA, Caderno, Caminho, Dom Quixote, Gailivro, Livros d’Hoje, Lua de Papel, Ndjira (Moçambique), Nova Gaia, Nzila (Angola), Oceanos e Texto, acabaram-se.
Gostaria de ter podido ir à Feira do Livro quando lá esteve o sr Lobo Antunes, ter-lhe-ia sugerido que arranjasse uma editora do seu tamanho. Na última revista Ler, li que Lobo Antunes vai, por enquanto, permanecer na Dom Quixote. É pena. Gostaria de ver as lombadas completas dos seus livros na minha estante. Do mal o menos, ainda me restam as bibliotecas!
Cadernos de Pessoa, online
A Biblioteca Nacional disponibilizou aqui 29 cadernos de Fernando Pessoa. Um mimo!
Via Ler
Metropolis
O filme do Fritz Lang pode ser (re)visto hoje no TAGV, em Coimbra, às 21h15. Será ainda comentado por Manuel Portela, Jean Michel Meurisse e José António Bandeirinha.
E eu sem poder ir…

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“alunos têm direito a ter sucesso”
A afirmação é de Margarida Moreira, directora da DREN. Na notícia do Público pode ler-se:
De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.
Um leitor anónimo comentava o seguinte, no mesmo site:
Ontem dia, 30 de Junho, uma professora de Português teve uma reunião de aferição dos exames de Língua Portuguesa, 9º ano, numa Escola Secundária. Durante a reunião, disseram-lhe que os professores que se afastassem da “média” das classificações, por ter muitas negativas, seriam sinalizados pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e no próximo ano não iriam corrigir novos exames. Claro que isto depois é associado ao processo de avaliação dos professores. Quando chegou à escola, toda a gente comentava que quem desse muitas negativas para o ano ia ser excluído do processo de avaliação de provas. Uma vergonha
