Uso de excertos para fins educativos pode dar prisão em Portugal

Se um professor quiser mostrar um excerto de um filme ou documentário de um DVD que requisitou na biblioteca da escola ou da universidade, aos seus alunos, para introduzir uma discussão sobre uma determinada matéria e a sala de aula deste professor for uma plataforma de ensino à distância, como o Moodle, o professor incorre numa infracção, punível por lei com até um ano de prisão.

Isto só acontece porque a lei, que já existe, não funciona na prática.

Amanhã, o Parlamento vai discutir dois projectos de lei (do BE e do PCP) que, se forem aprovados, corrigem a redacção da Lei de forma a que a Lei passe a funcionar na prática.

Estes projectos de lei não alteram direitos, apenas corrigem a redacção da lei. Mais informação aqui.

É importante apelar aos srs. Deputados para aprovarem estes Projectos de Lei.

A ANSOL criou uma lista para ser mais fácil contactar os srs. Deputados, que podem ver aqui. É importante contactarem os srs. Deputados e apelarem à aprovação destes projectos. Falem com eles, mesmo que só o façam para um ou dois, isso pode determinar a resolução deste problema.

Ler um livro pode dar prisão em Portugal

Se comprarem um ebook na LeYa e o converterem para o poderem ler no vosso iPad, estão a cometer uma infracção, punível por lei com até um ano de prisão.

Isto só acontece porque a nossa lei não funciona na prática.

Na próxima semana, o Parlamento vai discutir e votar dois projectos de lei que, se forem aprovados, irão permitir que vocês possam ler os livros que compram onde quiserem.

Estes projectos de lei não alteram direitos, apenas corrigem a redacção da lei.

Escrevam aos deputados e peçam-lhes para aprovarem estes projectos de lei.
Mais info aqui.

Lista de deputados aqui.

DRM: debate hoje em Lisboa

O leitor, certamente, já passou pela experiência de ter comprado um DVD e verificar que não o conseguia ver no seu equipamento, ou ter comprado um livro digital e verificar que apenas o pode ler em alguns leitores. Isto acontece porque estas obras têm DRM (para saber mais clicar aqui). Normalmente, é muito fácil neutralizar estes DRMs ou “protecções anti-cópia”, mas a nossa lei não permite fazer isto na prática, mesmo no caso de acções legais (por exemplo, se comprar um eBook no site da LeYA e convertê-lo para ler no seu iPad ou Kindle, está a incorrer numa infracção punível por lei com até um ano de prisão).

Na próxima semana, o Parlamento vai debater e votar dois projectos de lei (do BE e do PCP) que, a serem aprovados, vêm corrigir isto: o DRM continua a estar protegido no caso de acções ilegais, mas no caso de acções legais não. Isto significa que  o leitor pode passar a fazer uma cópia privada ou uma utilização educativa de obras com DRM, tal como a lei, teoricamente, permite.

Hoje à noite, às 21h30, em Lisboa (Sede Nacional do Bloco – Rua da Palma 268), vai haver um debate sobre esta temática, organizado pelo BE. 

Se acham que devem poder ler os livros que compram no vosso leitor de ebooks favorito, apareçam.

Se acham que devem continuar a ter o direito à cópia privada, apareçam.

Se acham que os professores, alunos e investigadores devem poder continuar a poder fazer uso de obras para fins educativos, apareçam.

Podia continuar, mas termino com um até logo ;-)

Copyright Wars

There has grown up in the minds of certain groups in this country the notion that because a man or corporation has made a profit out of the public for number of years, the government and the courts are charged with the duty of guaranteeing such profit in the future, even in the face of changing circumstances and contrary public interest. This strange doctrine is not supported by statute or common law. Neither individuals nor corporations have any right to come into court and ask that the clock of history be stopped, or turned back, for their private benefit.

In Life-Line by Robert A. Heinlein

Discovered after reading Cory Doctorow

Posted from my Padfone

Concertos DFD2013 Música Livre

https://membros.ansol.org/civicrm/event/info?reset=1&id=6
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O Dia da Liberdade Documental, organizado pela ANSOL, foi um belo dia. Há a agradecer à Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, apoiou o evento com um espaço muito acolhedor. Gostei da apresentação do Rui Guimarães e foi um prazer ver a apresentação do Adriano Afonso, que conhecia apenas do mundo digital e do Manual de TIC e do LibreOffice. O dia acabou da melhor maneira: excelente debate com Marcos Marado, da ANSOL, e Michael Seufert, deputado da Assembleia da República. Quarta-feira é dia de concertos de música livre. Mais informação no link acima. Vemo-nos quarta? ;-)