#Mestrado EuroMACHS candidaturas abertas #Criatividade #Tecnologia #Cultura #Património

O EuroMACHS é um mestrado internacional, oferecido conjuntamente pelas Universidades de Coimbra, Turku, Lecce e Graz, que foi criado em 2006, para responder à demanda por um novo tipo de profissional capaz de responder às necessidades crescentes de produção de conteúdos nas sociedades actuais:

Licenciados em Humanidades que desejem desenvolver uma combinação versátil de conhecimento, técnicas e competências, que lhe permita comunicar quer com especialistas em conteúdos, quer com especialistas em tecnologia, para criar, desenhar, planear e gerir de forma efectiva projectos complexos para a indústria multimédia, instituições do património e culturais e agentes governamentais.

O EuroMACHS tem sido referenciado como um exemplo de boas práticas, quer por redes de excelência, como a EPOCH, quer como um exemplo de criatividade e inovação, pela Comissão Europeia.

A iClio, empresa de criação de conteúdos para os novos media com um inovador portfólio na área das aplicações móveis, foi a primeira spin-off do EuroMACHS.

O mestrado centra-se numa aprendizagem orientada a projetos, com uma forte componente criativa, incluindo a possibilidade dos mestrandos poderem fazer o segundo semestre numa das outras universidades da rede. Mais sobre o mestrado na apresentação feita no workshop CreativeCH, que teve lugar durante a DISH2013.

As candidaturas, na Universidade de Coimbra, estão abertas até 15 de Julho e podem ser realizadas aqui.

Afternoon in Sintra

image

Google has this new feature to make stories almost automatically from the photos you take with your Android, so this is a first experiment about a recent visit we made to the Chalet of Countess of Edla, in Sintra, near Lisbon. To see the story, click the link below:

https://plus.google.com/103070748727706509095/stories/c3d7bb1c-c930-322a-bad0-c9acfff6b3111469d07cabf/1?authkey=CPHooqzBwKnTjAE

The Rivals of Sherlock Holmes #PublicDomain ♥︎

In the 70’s there was a TV series called “The Rivals of Sherlock Holmes”. The episodes featured detectives that were contemporaries of Sherlock Holmes. Some of the short stories are in Public Domain, that’s why I can give you the links to those stories.

I’m considering the copyright in Europe, death + 70 years. This means that not all stories are in public domain in Europe.

Some of the titles are in Public Domain in USA, because they were published before 1923, others are in Public Domain in Canada and Australia because the copyright there is death + 50 years, but not in Portugal/Europe. So if you are in USA or your country has a copyright that is less than the copyright in Europe you’ll be able to find them on websites like Gutenberg, Gutenberg Australia or MobileRead.

At the end, I’ll give you a link to Archive.org with the stories in AudioBook format.

The list (adapted from Wikipedia) gives the title of the story with link (if in public domain) + detective + author with link to Wikipedia.

If you detect errors, I’ll be happy to correct them.

Series 1

Series 2

If you prefer audiobooks, you can download them at Archive.org from the The LibriVox Free Audiobook Collection. Volume 1 here and volume 2 here.

 

 

[PT] Candidatos e direitos digitais #CulturaLivre #EP2014

Editado: Para fazer a correcção da lista do terceiro candidato a assinar o We Promise. No site do We Promise, o candidato está como sendo do Bloco, mas, sengundo o site do Livre, pertence à lista de candidatos do Livre.

Antes de entrarmos em período de reflexão, queria resumir aqui a actividade de alguns dos partidos, que vão a eleições, no que respeita exclusivamente quer ao Software Livre, quer à Cultura Livre.

O Bloco e o PCP têm tido extenso trabalho nesta área, a nível nacional. Estiveram ao lado dos cidadãos aquando do #PL118; têm colocado à discussão projectos de lei para resolver o problema do DRM, para defender o domínio público e a publicação científica, bem como, no caso do PCP, projectos de lei relativos à partilha de ficheiros sem fins comerciais. Têm ainda apoiado e criado projectos de lei sobre a utilização de software livre e normas abertas.

A candidata do Bloco, Marisa Matias, assinou quer o We Promise, quer o Free Software Pact e recebi a indicação de que o cabeça de lista do PCP, João Ferreira, iria assinar ambos também. O João Gama da lista do Bloco Livre assinou o We Promise. O cabeça de lista do Livre, Rui Tavares assinou o We Promise, embora o partido não tenha uma posição oficial sobre os downloads para uso privado.

A nível europeu, os deputados do PCP, Bloco e (agora) Livre foram os deputados que mais trabalharam e tiveram mais produtividade.

O PSD, no que respeita aos direitos digitais, está muito longe da positiva: tem sucessivamente travado os projectos de lei que pretendem corrigir e adaptar o Código de Direito de Autor e Direitos Conexos ao mundo digital, travando assim a inovação e criatividade. É um partido pró DRM. Chumbou os projectos de lei, do Bloco e do PCP, que pretendiam resolver a questão do DRM. Por causa disso, continuamos hoje a ter uma lei que designa uma pena de até um ano de prisão:

  • a quem passar um ebook que comprou na LeYa para o ler no seu Kindle;
  • ao professor que quiser usar um excerto de um filme na sua sala de aula virtual;
  • a quem quiser fazer uma cópia privada de um DVD que comprou.

Ainda por causa disto, continuamos a ter uma lei que mata o Domínio Público e coloca em perigo a preservação do nosso património cultural.

O PS, a nível nacional, deu-nos o #PL118, que aumentaria exponecialmente o preço dos equipamentos digitais e a nível Europeu foi o partido do único eurodeputado que votou a favor do #ACTA. E isto é tão, mas tão mau, que posso ficar por aqui.

A nível europeu, os deputados do PS, PSD e CDS foram os menos produtivos.

Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos mostrou que “depois de eleitos, os eurodeputados do PSD, do CDS e do PS, estão de acordo, em média, duas em cada três vezes que são chamados a votar.

Eu nunca gostei muito de ouvir que os políticos são todos iguais, mas pelos vistos, no que toca ao PS, PSD e CDS, parece que é verdade…

Mais info e estudos no site da Fundação.

Lembro ainda que estes são apenas alguns dos partidos que vão a eleições, pelo que têm bem por onde escolher.

Termino novamente (auto-link) fazendo um apelo ao voto: votem em quem votarem, escolham o partido que vos parece melhor ou o que vos parece menos mau, mas votem.

Vampiro Magazine 1950-1951

Durante os anos de 1950 e 1951 foram publicados, em Portugal, os 24 volumes da Vampiro Magazine. A revista, que acompanhava a conhecida colecção Vampiro, trazia mensalmente contos policiais de variados autores, pequenas biografias, notícias internacionais, problemas para o leitor resolver e concursos.

O número 14, número especial, publicava contos policiais de autores portugueses, resultado de um concurso lançado pela revista.

A antologia, organizada por Victor Palla, contava ainda com capas e vinhetas de Cândido Costa Pinto.

 

This slideshow requires JavaScript.

[PT] Votem, mas não para castigar um partido #Europeias2014 #EP2014

“Pare de se queixar
Vote ou cale-se”
Photo by William Murphy CC BY SA

Quando há eleições, costumo fazer um apelo ao voto. Desta vez não é diferente.

Entristece-me ouvir pessoas dizerem que não vale a pena. Compreendo o ponto. A desresponsabilização da maioria da nossa classe política tornou os cidadãos incrédulos.

Mas vale a pena ir votar, sim. Porque sabemos que, apesar de tudo, a vontade dos cidadãos ainda manda.

  • O aumento exponencial da taxa da cópia privada, que o PS queria impor, não se concretizou porque os cidadãos disseram não (#PL118)
  • O ACTA não passou porque os cidadãos disseram não.

As pessoas que governam este país e que governam a união europeia estão lá porque os cidadãos os colocaram lá.

Há muitas pessoas zangadas com o Governo deste País (e com razão), mas mesmo que estas eleições fossem nacionais, que não são, o chamado voto útil seria sempre abjecto.

Foi o voto útil que nos trouxe aqui: nas últimas décadas, temos andado num ping pong desenfreado, a fazer lembrar o texto do Eça de Queiroz. Está o PSD no poder, as pessoas queixam-se e na próxima escolhem o PS. Está o PS no poder, as pessoas queixam-se e na próxima escolhem o PSD. E não passamos disto. As pessoas sempre a queixarem-se, a ver a vida cada vez pior e a votar sempre nos mesmos…

“Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai de uns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.” – In “Habilitações necessárias para ministro

As eleições europeias são muito importantes porque é na Europa que se tomam decisões que depois são transpostas para a lei nacional (vejam o caso da taxa da cópia privada, o DRM, o ACTA, o TTIP, etc).

Compreendo que pode ser difícil aos cidadãos identificarem-se completamente com tudo o que um partido diz. Neste caso, talvez ajude pensarem numa área particularmente importante para vós, e olhar para o que os vários partidos defendem nessa área. Outro exercício que pode ajudar é em vez de pensarem qual o melhor partido, pensarem qual é o menos mau.

Qualquer que seja o vosso modelo de escolha, votem e votem num partido por defender algo muito importante para vós, mesmo que não concordem com tudo, ou votem no “menos mau”, mas não usem o vosso voto para castigar o partido com o qual estão zangados.

Temos décadas de história política neste País que provam que o voto útil só beneficia os que “alternadamente possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder“.